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O técnico da seleção brasileira fala sobre seus critérios na convocação para o amistoso contra a Inglaterra e não se importa em utilizar mais atletas que atuam no exterior

Com 14 dos 20 convocados atuando no futebol europeu, Felipão não se intimida ao falar sobre a identidade de uma seleção brasileira composta por jogadores completamente adaptados ao exterior. "São brasileiros que trabalham lá fora, têm amor pelo país. Eles têm o mesmo sentimento de patriotismo que todos os outros", disse.

Diferente de seu antecessor Mano Menezes, que procurava manter as listas de convocação equilibradas em relação à presença de atletas que vivem no futebol nacional e brasileiros radicados no exterior, Felipão considera que isto é uma discussão desnecessária. O técnico declarou que seu principal critério de escolha foi observar os atletas que estavam atuando em alto nível e que poderiam receber uma oportunidade para compor o grupo.

"A medida que os campeonatos decorrem teremos mais opções, nosso leque estará mais aberto para as próximas convocações. Se vamos levar mais gente daqui ou não, depende unicamente do desempenho", avisa o comandante, que ainda considera mais alguns nomes do Campeonato Brasileiro. "Provavelmente na próxima convocação, outros dois, três jogadores receberão uma oportunidade, pois nossos campeonatos estarão em andamento".

Felipão também apontou uma forte aliada para a tarefa de observar atletas que podem fazer parte da seleção: a TV. Segundo ele, a transmissão de campeonatos europeus facilita muito o trabalho de sua comissão técnica. "Cada um assiste um e depois nos reunimos e vamos discutindo", revelou, dando a entender que foi assim que chegou ao nome do zagueiro Dante, que atua no Bayern de Munique, líder do Campeonato Alemão.

Sobre a perspectiva para as próximas partidas da seleção brasileira, o técnico é realista ao admitir que ainda não possui um time ideal. "Quero dizer que em 2013 é que vamos ter os principais jogos e a possibilidade de organizar uma equipe", analisou. "Aos poucos vamos conhecendo e trabalhando com os atletas. Daqui a três ou quatro meses teremos uma ideia melhor de quem merece mais ou menos chances".

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