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Diretor de Seleções ainda saiu em defesa das convocações de Mano Menezes

Mesmo com toda a pressão sofrida pelos resultados recentes da Seleção, Andrés Sánchez garante que não vai abrir mão de seu cargo na diretoria da CBF. Em entrevista à TV Gazeta, o dirigente, porém, disse que aprovaria o nome do ex-jogador Raí para substituí-lo, e ainda saiu em defesa do ex-técnico Mano Menezes, acusado pelo deputado federal Romário de sofrer a interferência do empresário Carlos Leite em suas convocações.

"Eu não saí da direção ainda. Nem me tiraram. Mas, se escolherem o Raí, estará muito bem escolhido", começou o diretor de seleções da entidade.

"Mas eu não sairia neste momento. Tenho outras atribuições além da Seleção Brasileira principal. Não vou deixar o Brasil na mão."

Crítico ferrenho do ex-técnico do Brasil, demitido na última sexta-feira, Romário chegou a levantar suspeitas de que Mano convocava certos atletas a pedido de seu empresário, Carlos Leite, a fim de valorizá-los em futuras transferências. Algo que Sánchez refutou.

"Ele (Romário) que prove, pô! Isso é a coisa mais ridícula que existe. Futebol não tem segredo. O Carlos Leite é o que menos jogadores tinha na convocação. O Wagner Ribeiro, O Giuliano (Bertolucci), o Juan Figger e outros tinham muito mais... Se for assim, não poderemos ter nenhum treinador na Seleção, pois todos eles têm empresários. É difícil, pô", continuou.

Além de negar qualquer interferência no trabalho do treinador, mesmo do presidente José Maria Marin, Andrés garante que a liberdade sempre foi um dos imperativos para o trabalho de Menezes durante sua passagem na Seleção.

"O presidente Marin tinha conhecimento da convocação, mas nunca interferiu em nada. Até porque o Mano e eu iríamos embora se isso acontecesse", concluiu.

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