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Para satisfazer os anseios do torcedor brasileiro, a geração de Neymar e cia deve amadurecer rapidamente e conquistar o ouro em Londres e o Mundial em casa

A Seleção Brasileira se prepara para o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Londres que serão disputados entre julho e agosto. Porém, o foco não é apenas a conquista inédita da medalha de ouro, mas também na Copa do Mundo de 2014.

Com uma boa safra de jogadores, a Olimpiada pode ser o caminho para a montagem do time brasileiro que disputará a Copa. Pelo menos é nisso que aposta o técnico Mano Menezes, já que a seleção passa por um processo de renovação e, antes do Mundial, terá apenas os Jogos de Londres e a Copa das Confederações para encorpar a equipe. Mas haverá tempo para Neymar e companhia ganharem "cancha" até lá?

O FUTEBOL BRASILEIRO JÁ PASSOU POR MOMENTO PARECIDO


A história mostra que é necessário um pouco mais de paciência. O exemplo é a Olimpiada de Seul em 1988, considerada até hoje a grande chance do Brasil conquistar o inédito ouro. Jovens talentosos como Romário (artilheiro da competição com seis gols), Bebeto, Geovani e tantos outros brilharam sob o comando de Carlos Alberto Silva e alcançaram a medalha de prata, já que perderam na final para a URSS.

Apesar da frustração, foram necessários seis anos depois para que essa safra encantasse o povo brasileiro. A base olímpica foi utilizada para a disputa da Copa de 1990, na Itália, com atletas como Taffarel, André Cruz, Jorginho e Careca. Porém, essa geração não teve tempo para amadurecer o suficiente e conquistar o tetracampeonato. Pelo contrário, fracassou na eliminação para a Argentina de Canniggia e Maradona, nas oitavas-de-final.

O peso da derrota causou um risco muito grande de se perder essa geração valiosa. Entretanto, a resposta de que as "promessas" poderiam se tornar uma realidade marcante para este esporte tupiniquim foi dada em 1994, na Copa dos EUA. Com um time mais experiente, "encardido", mordido pelas criticas, Taffarel, Bebeto, Romário entre outros que participaram daquele grupo de prata de 1988 se destacaram e ganharam o tão sonhado Tetra.

A NOVA GERAÇÃO POSTA À PROVA


A Seleção de Neymar, Ganso, Lucas, Oscar e companhia que disputará a Olimpíada de Londres pode ser comparada com a geração de 1988 pelo talento e a expectativa que se tem de uma grande campanha olímpica, com chances reais da conquista inédita do ouro.

Estes jogadores também são considerados as esperanças do futebol brasileiro para Copa de 2014, em casa. A dúvida é se essa safra que é tão boa quanto de 1988 terá experiência o suficiente para enfrentar a pressão de ganhar o Mundial já daqui a dois anos.

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