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Lateral do Palmeiras, que já viu de perto os atos violentos de parte da torcida, reconhece o direito do torcedor de cobrar, mas lamenta agressões.

Juninho já comemorou o título da Copa do Brasil no Palmeiras, no ano passado, mas apesar do título recém-conquistado, o clima anta turbulento no clube paulista.

Após a queda para a Série B do Brasileirão, o auge negativo da relação com a torcida aconteceu após a derrota para o Tigre (ARG), na Libertadores, quando membro de uma torcida organizada agrediram jogadores ainda em Buenos Aires, em episódio que o goleiro Fernando Prass levou três pontos na cabeça após ser atingido por estilhaços de uma xícara atirada na direção de Valdivia.

Se a situação no campo também não é das melhores, os constantes "protestos" da torcida atrapalham a vinda de reforços, segundo revelou o lateral Juninho.

"Para o jogador que está em uma equipe inferior ao Palmeiras, mas bem, e sem tanta pressão, vê tudo que acontece aqui e não vem. O cara tem família, filhos, vida fora de campo. Às vezes, a pessoa prefere ficar onde está. Querendo ou não, espanta", admitiu.

Ele também lembrou do episódio no Aeroporto de Buenos Aires e lamentou a atitude dos torcedores na ocasião.

"O torcedor tem todo o direito de criticar, xingar, mas da arquibancada. Querer agredir, isso não poderia existir. É triste, uma situação triste, mas entendemos que torcedor é paixão e emoção. Nós procuramos fazer o melhor. Foi assustador, porque nunca tinha passado por isso", recordou.

 

 

 

 

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