thumbnail Olá,

Presidente promete esforço por manutenção de preços acessíveis ao setor; Arena Empreendimentos não sustenta discurso do mandatário

A 'avalanche', que se fez presente nas comemorações mais importantes da história recente do Grêmio, pode mesmo acabar. Nesta quinta-feira, o presidente Fábio Koff acenou com a tendência da colocação de cadeiras no setor reservado à Geral do Grêmio, atrás de um dos gols da nova Arena, após o espaço ser interditado pelo clube em decorrência do incidente ocorrido durante a partida contra a LDU de Quito, na última semana.

Na comemoração do gol de Elano, que forçou a decisão por pênaltis da primeira fase da Copa Libertadores, oito torcedores acabaram caindo no fosso após a grade de proteção ceder durante a tradicional avalanche.

"O padrão Fifa indica a colocação de cadeiras, mas não queremos elitizar o estádio. Para nós, é muito importante a presença do torcedor ali. Precisamos ter ingressos populares", argumentou Koff, em declarações reproduzidas pelo Globoesporte.

"Vamos ter cadeiras. Mas há uma mudança porque precisaremos tirar o degrau intermediário para colocar a cadeira. Os últimos episódios mostraram alguns excessos, mas que são controláveis."

"Vamos cadastrar os torcedores e poderemos retirar os protagonistas destes episódios. O prazo vai depender da Arena Porto-Alegrense e dos órgãos públicos. Não foi só a avalanche a causa do que ocorreu. É exigido cadeira e nos precisamos cumprir."

O discurso, no entanto, diverge do mantido pela Arena Porto-Alegrense, empresa criada para gerir as obras do novo estádio tricolor. Eduardo Antonini, presidente da entidade, disse que não existe uma decisão final sobre a colocação ou não de cadeiras no setor.

"Tomaremos uma decisão conjunta. Não é o torcedor que traz riscos, mas, sim, o movimento da avalanche. As grades coíbem o movimento. Nós, da Arena, queremos aquele setor seguro. Aquela área ficará isolada até ter uma solução definitiva."

"A Arena e Grêmio ainda não definiram. A gente queria preservar o torcedor que brinca e dança. Quem vai determinar são os órgãos públicos."

"Não há preferência. Colocação das cadeiras indica padrão Fifa, mas isso é uma ideia do Koff. A decisão é conjunta. Aquele lugar é popular porque cabe o dobro de pessoas. Ainda nem começamos a discutir", disse Antonini.

Com um novo alvará para a realização de jogos na Arena, ainda que às custas da interdição do setor destinado à Geral, o Grêmio espera conseguiu evitar a perda de mando de campo junto à Conmebol na Copa Libertadores. O Grêmio tem compromisso marcado para receber o Huachipato no dia 14 de fevereiro, às 19h45m.

Relacionados