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Técnico do Botafogo confirma que foi contra o retorno do atacante, mas diz que uruguaio não era profissional e que até mesmo os jogadores foram contra sua volta

Oswaldo de Oliveira não ficou calado diante das acusações do uruguaio Loco Abreu. Ídolo da torcida do Botafogo, o atacante deixou o clube e retornou para o Nacional, seu time do coração. De Montevidéu, ele concedeu uma entrevista ao canal Sportv, onde falou sobre sua conturbada saída do clube, fato que deixou muitos torcedores insatisfeitos.

Já no ano passado, quando Loco perdeu espaço na equipe e acabou sendo emprestado para o Figueirense, os torcedores passaram a culpar o treinador e pegavam no pé dele a cada gol desperdiçado, especialmente pelo "substituto" de El Loco, Rafael Marques, contratação de Oswaldo que não marcou nenhuma vez com a camisa alvinegra. Abreu afirmou que o relacionamento com o treinador era muito ruim, e disse que foi ele, Oswaldo, quem pediu a sua saída. Segundo o autor da 'cavadinha' mais famosa do futebol carioca, o técnico teria problemas com a sua grande influência no elenco e com a torcida, e, temendo a pressão ao deixar de escalá-lo por não considerá-lo 'adequado' ao estilo de jogo da equipe, recusou aceitá-lo de volta em 2013, após o fim do frustrante empréstimo ao time catarinense.

Oswaldo de Oliveira foi categórico ao negar o discurso de Abreu, e disse até que o atacante, insatisfeito com a reserva, se recusava a viajar para jogar fora do Rio de Janeiro.

"Não fiz força para ele sair, ao contrário. Fiz força para ele ficar. Fui pedir a ele três vezes para não sair, já que teríamos uma carência no elenco. Mas acabou que fizemos muitos gols no Brasileirão, o ataque não foi problema. Ele não me dizia que queria ficar, só depois fui saber que ele estava negociando a saída. Da última vez que conversei com ele foi no jogo contra o Inter. Ia ficar na reserva e não quis viajar. Aliás, só jogava no Rio. Não foi para a Paraíba, Campinas, Campos, Macaé... Eu não quis que ele voltasse. Se bate no peito e diz que é botafoguense, não pode se recusar a entrar em campo quando o time precisa," rebateu.

O técnico, entretanto, confirmou que foi contra a volta de Abreu em 2013. E não estava sozinho na sua decisão.

"Abreu é uma página virada no Botafogo. Pode até voltar como treinador, presidente... porque tem uma representatividade grande no clube. Todos nós respeitamos. Discordo totalmente do que ele disse.  Sempre afirmei que não houve problema tático, e sim técnico. Não estava rendendo, não estava fazendo gols como o Bruno Mendes fez, como o Seedorf fez. É fácil ir lá para o Uruguai e falar. Isso é uma das razões pelas quais ele não voltou. Lá no Figueirense mostrou que não estava preparado para cumprir seu papel. Quando não quis a volta, não fui sozinho. Diretoria, comissão, jogadores... todos foram contra. Muitos gostam dele, mas julgam que ele não nos ajudaria," disse.

Para o treinador, Loco escolheu um momento inapropriado para falar sobre isso e ainda disse que o uruguaio não pode ser igualado aos verdadeiros ídolos do Botafogo por conta do Carioca de 2010. Oswaldo lamenta mais a perda do argentino Herrera do que a de Loco Abreu.

"Acho que se valoriza demais isso em um momento inadequado explorando a sensibilidade da torcida do Botafogo, que tem uma carência. É uma situação que poderia ser evitada. Peço que não se fale mais nisso. É um assunto constrangedor. Reconheço ídolos como Garrincha, Túlio, Carlos Alberto, Gottardo, Gonçalves... Esses foram grandes campeões. Sempre vou dizer que eel saiu porque não estava fazendo gols. Inclusive, em seu último jogo, que foi o nosso primeiro no Brasileiro, contra o São Paulo, o time fez quatro gols no segundo tempo depois que ele saiu, e o Herrera entrou. Eu lamento é a saída do Herrera," finalizou.

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