thumbnail Olá,

Reportagem de "O Globo" disse que Ministério Público de Minas Gerais entrou com pedido na Justiça do estado solicitando a quebra do sigilo bancário do presidente do Atlético-MG.

O Ministério Público de Minas Gerais solicitou, segundo publicou o jornal “O Globo”, a quebra do sigilo bancário de Alexandre Kalil. Depois de analisar uma série de empréstimos tomados a juros supostamente abusivos, a medida tomada em janeiro do ano passado visa investigar o período de 1998 a 2006. Além do presidente do Galo, o pedido também é extensivo ao ex-assessor da presidência, Hissa Elias Moyses, que também é consultor da área esportiva do Banco BMG, e a cinco empresas, inclusive a Erkal Engenharia Ltda., de Alexandre Kalil. A investigação deve ser feita com atenção especial a um possível enriquecimento ilícito e agiotagem por empréstimos feitos pelo Clube Atlético Mineiro.

Alexandre Kalil falou sobre o assunto, durante entrevista, mas negou que algo de ilícito tenha sido praticado durante as negociações.

“Naquela época, o Atlético estava em uma situação financeira muito difícil, não tinha crédito no mercado. Então, eu e outras pessoas da diretoria tomávamos o dinheiro no banco para emprestar para o Atlético. Estou tão tranquilo quanto a isso que não constitui nem advogado para me defender. Para você ver o meu nível de preocupação. Já foi tudo analisado pelo Conselho Fiscal e por auditorias. Gostaria que a Justiça tivesse autorizado as quebras. Foi tudo aprovado”, garantiu Alexandre Kalil.

O Ministério Público suspeita que os empréstimos eram tomados pelos dirigentes e repassados ao clube com juros altíssimos, muito além do praticado no mercado. Numa operação, por exemplo, Alexandre Kalil teria emprestado R$ 1 milhão e recebido, apenas seis dias depois, R$ 1, 07 milhão, equivalente a juros de 35% ao mês. A Erkal Engenharia, por outro lado, teria feito 12 empréstimos que repassou ao clube, entre 2000 e 2005, no mesmo sistema de juros extremamente abusivos.

Relacionados