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“Quando começo a beber cedo, dá meia-noite e eu viro outro Adriano. Vou para a favela mesmo”, admitiu, em tom de brincadeira

O jornal Extra publicou nesta quinta-feira uma matéria mostrando as duas faces do jogador Adriano. Segundo a publicação, o Imperador teria afirmado que vira outra pessoa após ingerir bebida álcool. Confira a reportagem:
 
Aqueles que convivem diariamente com o Imperador — quando não falta — têm a dimensão des suas faces: antes do primeiro gole (ou dos primeiros) e depois.

“Quando começo a beber cedo, dá meia-noite e eu viro outro Adriano. Vou para a favela mesmo”, admitiu, em tom de brincadeira, no vestiário, outro dia.

Todos que saem — ou já saíram — com Adriano sabem que é justamente este o período da transformação, quando a carruagem vira abóbora. Quando decide cruzar a cidade, saindo da Barra da Tijuca rumo a Vila Cruzeiro ou a outra comunidade onde se sinta à vontade.

“Oba, opa! Hoje é sexta-feira, hoje é sexta-feira. Quem me viu, me viu, quem não me viu, não vê mais!”, disse no vestiário do Ninho.

É fato. Quem viu, viu. O problema é o dia seguinte. Após cometer indisciplinas, o Imperador cai em tristeza profunda. Quem o visitou em 2010, quando brigou com a então namorada Joana Machado, viu um homem de 1,90m deitado na cama, sem forças para levantar.

— Problemas emocionais mexem diretamente com a forma com que a pessoa pensa e se relaciona. O cérebro atua de forma diferente — afirma o especialista em tratamento de dependentes químicos Jorge Jaber, que atuou nos casos de doping de Jobson, Dodô e Renato Silva.

Anteontem, Adriano se reapresentou e sentiu dores nas costas. Nada de se exercitar no campo: recolhido, ficou na academia, recuperando parte do tempo perdido.

— Ele não reclamou nada de dores, de edema. Encontrei com ele antes de sair para fazer a caixa de areia com o Maldonado e ele parecia tranquilo — afirmou o fisiologista Claudio Pavanelli, que minimizou as dores do Imperador, assim como o médico José Luiz Runco.

Ao aceitar ajuda médica do Flamengo, a última cartada do clube, Adriano acende uma luz no fim do túnel. Antes, em outras oportunidades, ao ouvir a ideia, Adriano logo rejeitava. Um problema comum entre atletas de vários esportes.

— No futebol, há um certo preconceito com relação a problemas emocionais e problemas de saúde mental. Quando o jogador está com tuberculose, uma lesão muscular, entende-se que não pode jogar. Mas, quando o problema é de ordem emocional, acha-se que é algo de ordem moral. Não é: o descontrole demanda tratamento — argumenta Jaber.

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