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"Até eu estou meio goiaba: 'o que faço aqui? Como estou?' É complicado. É jogo, viagem, mudança de plano de voo, atraso..."

Se a maratona de 19 jogos em 64 dias e o retiro de quase duas semanas fora de casa com 14,5 mil quilômetros percorridos desgastam o técnico, imagina o grupo de jogadores. Não é a toa que Vanderlei Luxemburgo brincou que tal situação deixou o Grêmio ‘goiaba’, uma metáfora alusiva a cansaço e à indisposição. Foi em tom sério, no entanto, que o treinador clamou: é hora da superação.

É assim que a preparação para retomar o Brasileirão – o Santos é o rival de domingo – será feita no Olímpico a partir de sexta-feira. Ao chegarem a Porto Alegre nesta quinta, após a vitória sobre o Barcelona-EQU, pelas oitavas da Copa Sul-Americana, os atletas serão liberados. Com o compromisso de ‘pegar leve’.

"Até eu estou meio goiaba: 'o que faço aqui? Como estou?' É complicado. É jogo, viagem, mudança de plano de voo, atraso... vamos ter de meter 'pijama training', descansar e alimentar os caras. Falei com eles que precisam pegar leve em casa. Vale tudo neste momento do ano", analisou o comandante.

O desgaste teve um fator extra no 1 a 0 sobre os equatorianos nesta quarta: a expulsão de Tony. Por 31 minutos, o Grêmio atuou com um a menos. Luxa não descarta a necessidade de poupar atletas com cansaço muscular:

"Vamos analisar e ver. Posso trocar quem estiver desgastado".

Pará, após cumprir suspensão, voltará ao time – o Grêmio pagará R$ 100 mil ao Santos, afinal, é cláusula prevista no contrato de empréstimo. Gilberto Silva e Zé Roberto, com dores musculares, serão reavaliados.

A tendência é de que atuem contra o Peixe, um jogo que pode valer a vice-liderança, afinal, o Atlético-MG perdeu para o Flamengo em jogo atrasado e está três pontos à frente do Tricolor.

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