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A justificativa do treinador é de que a crise pode ser um incentivo a mais para o time gaúcho, que não vence há quatro jogos

O inferno astral do Internacional inspirou cuidados no Bahia. Nesta sexta-feira, o técnico Jorginho afirmou que o Tricolor terá que entrar em campo com atenção redobrada para enfrentar o Colorado no domingo, às 18h30m (horário de Brasília), no Beira Rio, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. A justificativa do treinador é de que a crise pode ser um incentivo a mais para o time gaúcho, que não vence há quatro jogos e enfrenta problemas de relacionamento entre os jogadores e o técnico Fernandão.

"Será uma partida muito perigosa. Quando eles entrarem vão querer jogar o melhor possível. O Inter tem um grande time, e acho que vai ser um dos jogos mais difíceis que teremos na competição, até pela situação em que eles se encontram. Temos que respeitá-los, mas não temer",afirmou Jorginho.

O Internacional vive um momento de grande turbulência. No último domingo, após o empate em 2 a 2 com o Sport, Fernandão criticou publicamente o grupo de jogadores do Colorado e chegou a dizer que os atletas estavam presos em uma zona de conforto. Durante a semana, mais confusão. Na quinta-feira, o argentino Dátolo discutiu com o treinador e acabou afastado do grupo.

O técnico tricolor preferiu não comentar a dura cobrança que Fernandão fez aos jogadores do Inter e fugiu de declarações a respeito do atual momento da equipe gaúcha. Em vez disso, Jorginho preferiu falar de como se comporta com os atletas do Bahia.

"Acho que tem várias formas de cobrar, ser enérgico e paizão. O treinador tem que ter um pouco de tudo. A única coisa que não se pode ter é falsidade com o atleta. E, quando tiver que falar, tem que ser claro. Olho no olho. Talvez seja por isso que os jogadores têm grande respeito por mim", declarou.

Jorginho também lembrou que foi técnico de Fernandão no Goiás e que esta é a primeira vez que os dois se enfrentam como treinadores.

"O Fernando foi meu atleta no Goiás. É a primeira vez que vamos nos enfrentar, e acho que o mais importante é que haja um respeito entre nós. Sei que tenho mais experiência, mas nem sempre isso é suficiente para vencer a juventude. Por isso é necessário um algo a mais dos jogadores", disse o técnico do Bahia.

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