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Sem uma conquista de expressão desde o Brasileirão de 1995, o Botafogo vem levando cerca de 9,6 mil torcedores ao Engenhão na atual edição do Nacional.

O Botafogo vive duas realidades no Campeonato Brasileiro : ao mesmo tempo em que vê o time fazer boa campanha e ter seu número de sócios triplicados graças ao “fenômeno Seedorf”, convive com as arquibancadas vazias do estádio olímpico João Havelange, o Engenhão. O time alvinegro até tem média de público maior que a de seus rivais da capital do Rio de Janeiro, mas ainda assim é apenas 12ª no ranking de torcida do Brasileirão. Segundo o gerente de marketing da equipe, Marcelo Guimarães, só títulos trarão o torcedores botafoguense de volta ao estádio.

“Nosso objetivo é continuar tendo a maior medida de público do Rio de Janeiro. O Flamengo tem 30 milhões de torcedores, nós temos bem menos, mas ainda assim ficamos na frente deles, do Vasco e do Fluminense. E olha que todos eles ganharam títulos nacionais nos últimos anos! Estamos felizes por estarmos na frente, claro que o objetivo é continuar assim, mas precisamos melhorar ainda para atrair ainda mais gente. Temos um belo estádio, fazemos várias ações de marketing, até temos o único mascote voador do país. Mas o ‘pulo do gato’ mesmo é ganhar títulos”, afirmou Guimarães, durante evento de negócios na Nova Arena do Palmeiras, em São Paulo.

Sem uma conquista de expressão desde o Brasileirão de 1995, o Botafogo vem levando cerca de 9,6 mil torcedores ao Engenhão na atual edição do Nacional. O número de sócios-torcedores, porém , triplicou desde a chegada do holandês Seedorf, em 30 de junho. Segundo Marcelo Guimarães, o meia, apontado como um dos principais destaques da boa campanha botafoguense no torneio, foi a grande arma para o sucesso nas associações. Todavia, é necessário ter calma, pois o jogador ainda não rendeu tudo o que se espera dele.

“Estamos em um momento em que ele precisa provar que pode jogar muito bem novamente, como nos tempos do Milan. Ele está muito feliz no Brasil, mas ainda precisa de mais tempo para se adaptar ao futebol daqui. E o sucesso no marketing depende diretamente do desempenho dele (Seedorf) no futebol. Então, queremos dar a ele tranquilidade para jogar, porque o torcedor cobra. Não nos interessa voo de galinha, queremos voar alto”, afirmou Guimarães, para quem a torcida enxergou Seedorf como “um título”.

“A torcida do Botafogo reagiu ao Seedorf quase como a um título. A contratação dele configura um marco, e ele já um patrimônio do clube. Além de tudo, ainda converso muito com ele e ele me dá ótimas ideias para novas ações de marketing”, afirmou o diretor.

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