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Preocupado com a instabilidade defensiva do São Paulo, Ney Franco modificou o esquema tático da equipe tão logo assumiu o lugar que era de Emerson Leão

Preocupado com a instabilidade defensiva do São Paulo, Ney Franco modificou o esquema tático da equipe tão logo assumiu o lugar que era de Emerson Leão. Mesmo reconhecendo que é adepto do esquema 4-4-2, ele se rendeu ao 3-5-2, já que não tinha no elenco um volante específico de marcação. Denilson, que fazia a função, sempre atuou como segunda peça do meio-campo. Passados 13 jogos, o treinador já avisou: o esquema de sua preferência será efetivado de vez na equipe.

Duas peças permitiram essa mudança: Paulo Assunção e Wellington. O primeiro, contratado no último dia da janela de transferências, veio do Atlético de Madri (ESP) e, no último domingo, contra o Corinthians, fez sua primeira partida como titular. Já o segundo, recuperado de lesão no joelho esquerdo, será relacionado e ficará como opção no banco de reservas.

"Mesmo com a volta do Cortez, vamos manter a linha de quatro porque ganhamos o Paulo Assunção e o Wellington. Isso nos dá a tranquilidade de atuar no 4-4-2, já que temos atletas específicos de contenção. O Wellington, após ter sido relacionado contra o Corinthians, já deverá ficar no banco contra o Botafogo", ressaltou.

Apesar de ter falhado no gol marcado por Emerson Sheik, Paulo Assunção teve sua atuação aprovada, tanto que continuará na equipe nesta quinta-feira, contra o Botafogo.

"Para mim ele fez uma boa partida. O sistema defensivo foi mal no início, mas não só ele, mas também o Rhodolfo, o Toloi. O erro gerou o gol do Corinthians, mas depois a equipe cresceu e ele teve uma boa participação. Não podemos só penalizar o Paulo. A sustentação dele no meio ajudou a equipe crescer", disse.

No entanto, para o bom funcionamento do esquema, é preciso que os laterais Douglas e Cortez façam com correção a recomposição defensiva.

"É uma das coisas básicas do futebol. Quando um lateral sobe, o outro fica e faz o papel defensivo. O futebol mudou muito. Não estamos mais em 1995. Naquela época, os times jogavam com dois volantes fixos de marcação e o resto podia atacar. Hoje isso não funciona. É preciso ter equilíbrio",afirmou o treinador.

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