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Os desafios de Vanderlei Luxemburgo no Grêmio
Treinador terá que ultrapassar obstáculos em seu novo destino
Por André Baibich
André Portugal/VIPCOMM
Quem viu a amarga rivalidade entre Grêmio e Palmeiras nos anos 90, dificilmente imaginou que um dia Vanderlei Luxemburgo, então comandante do grande time alviverde, pudesse assumir o outro lado. O batido clichê nos ensina, porém, que o mundo dá voltas. Agora, Luxemburgo tem pela frente o desafio de comandar a equipe tricolor e esta pode ser uma das missões mais difíceis de sua vitoriosa trajetória.
Questão de estilo
Luxemburgo era técnico do Santos em 2007, quando o clube foi eliminado pelo Grêmio de Mano Menezes nas semifinais da Copa Libertadores. Após o jogo, o treinador disse que preferia perder jogando bonito do que vencer da forma "feia" como o time gaúcho costuma fazer.
Esse conflito de estilos foi o catalisador da rivalidade entre Grêmio e Palmeiras nos anos 90. O time de Felipão era aguerrido, lutador, primava pela organização, mas apesar de ter jogadores de qualidade, não se destacava pela técnica. Já o Palmeiras de Luxemburgo era envolvente, virtuoso, brilhante. Era um representante do futebol arte.
A torcida gremista adotou o estilo guerreiro como o seu preferido ao longo dos anos. É a tradição do clube. Por isso, Luxemburgo deve encontrar um caminho complicado na montagem da equipe. Se adotar seu estilo preferencial, tende a ser mais criticado que o normal. Se resolver seguir a tradição do clube, terá que trabalhar de forma completamente diferente a que está acostumado.
Uma imprensa combatente
Ao longo dos anos, com a seca de títulos importantes de Luxemburgo, a imprensa vem aumentando a carga de críticas ao seu trabalho. No Rio Grande do Sul, os questionamentos certamente serão intensos, especialmente se os resultados não vierem.
A imprensa gaúcha talvez seja a mais crítica do Brasil. Não há perdão para técnicos que fracassam, por mais vitórias que estejam em seus currículos. E quando começam os questionamentos na mídia, rapidamente o torcedor também se volta contra o comandante.
O relacionamento com a imprensa sempre foi um dos pontos fortes do trabalho de Luxemburgo, mas neste quesito ele também terá seus problemas em seu novo clube. É seguro dizer que não haverá maneira de estabelecer uma imagem positiva de seu trabalho se ele não obtiver resultados concretos em campo.
Uma equipe nova, sedenta por títulos
O trabalho de Luxemburgo no Grêmio começará do zero, sem qualquer base anterior. A diretoria tricolor contratou forte no início da temporada, em qualidade e quantidade. O grupo foi reformulado totalmente, o que significa que a equipe não tem qualquer padrão de jogo.
Para dificultar ainda mais a situação, há a seca de títulos do Grêmio, que teve sua última conquista nacional importante em 2001, quando venceu a Copa do Brasil. Torcida e imprensa cobram um troféu relevante a qualquer custo, o que aumentará a pressão sobre uma equipe em formação e trará ainda mais dificuldades para o novo comandante.
Questão de estilo
Luxemburgo era técnico do Santos em 2007, quando o clube foi eliminado pelo Grêmio de Mano Menezes nas semifinais da Copa Libertadores. Após o jogo, o treinador disse que preferia perder jogando bonito do que vencer da forma "feia" como o time gaúcho costuma fazer.Esse conflito de estilos foi o catalisador da rivalidade entre Grêmio e Palmeiras nos anos 90. O time de Felipão era aguerrido, lutador, primava pela organização, mas apesar de ter jogadores de qualidade, não se destacava pela técnica. Já o Palmeiras de Luxemburgo era envolvente, virtuoso, brilhante. Era um representante do futebol arte.
A torcida gremista adotou o estilo guerreiro como o seu preferido ao longo dos anos. É a tradição do clube. Por isso, Luxemburgo deve encontrar um caminho complicado na montagem da equipe. Se adotar seu estilo preferencial, tende a ser mais criticado que o normal. Se resolver seguir a tradição do clube, terá que trabalhar de forma completamente diferente a que está acostumado.
Uma imprensa combatente
Ao longo dos anos, com a seca de títulos importantes de Luxemburgo, a imprensa vem aumentando a carga de críticas ao seu trabalho. No Rio Grande do Sul, os questionamentos certamente serão intensos, especialmente se os resultados não vierem.A imprensa gaúcha talvez seja a mais crítica do Brasil. Não há perdão para técnicos que fracassam, por mais vitórias que estejam em seus currículos. E quando começam os questionamentos na mídia, rapidamente o torcedor também se volta contra o comandante.
O relacionamento com a imprensa sempre foi um dos pontos fortes do trabalho de Luxemburgo, mas neste quesito ele também terá seus problemas em seu novo clube. É seguro dizer que não haverá maneira de estabelecer uma imagem positiva de seu trabalho se ele não obtiver resultados concretos em campo.
Uma equipe nova, sedenta por títulos
O trabalho de Luxemburgo no Grêmio começará do zero, sem qualquer base anterior. A diretoria tricolor contratou forte no início da temporada, em qualidade e quantidade. O grupo foi reformulado totalmente, o que significa que a equipe não tem qualquer padrão de jogo.
Para dificultar ainda mais a situação, há a seca de títulos do Grêmio, que teve sua última conquista nacional importante em 2001, quando venceu a Copa do Brasil. Torcida e imprensa cobram um troféu relevante a qualquer custo, o que aumentará a pressão sobre uma equipe em formação e trará ainda mais dificuldades para o novo comandante.
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