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Santos: a diferença de um pivô – o fator Borges
Com características típicas de um centroavante clássico, o camisa 9 santista deu uma nova cara para o Peixe vencedor da Libertadores em 2011
Por Fernando Cardoso
Com características típicas de um centroavante clássico, o camisa 9 santista deu uma nova cara para o Peixe vencedor da Libertadores em 2011 e Goal.com analisa esse ‘fator Borges’ que pode ajudar o time paulista a vencer o Mundial de Clubes.
O time antes de Borges
O time que venceu a Libertadores no primeiro semestre do ano contava com Zé Eduardo na função, que foi negociado com o Genoa após a disputa da competição continental.

Apesar de ser um meia-atacante de origem, Zé Love atuou de forma mais avançada no Santos em parceria com Neymar no ataque. Com características bem diversas as de Borges, a dupla santista firmava um setor com bastante movimentação e técnica para bater seus adversários.
O time depois de Borges
Com a chegada de Borges ao Peixe, mudanças significativas ocorreram na linha de frente da equipe de Muricy Ramalho. A inserção de um camisa 9 nato como Borges permitiu uma alteração no esquema de jogo da equipe no segundo semestre, baseada principalmente nas características do time e do novo jogador.
A principal qualidade do atacante é o chamado pivô, executado quando ele recebe a bola e a protege dos defensores para a passagem em velocidade dos companheiros pelos lados, no caso Neymar pela esquerda, e Arouca pela direita, além dos laterais santistas.

Além disso, a capacidade de definição de Borges, que se sagrou um dos artilheiros do Brasileirão pelo Santos, é outra característica agregada à equipe depois da sua chegada.
Uma arma contra o Barcelona
É quase impossível evitar uma projeção do provável confronto nz final do Mundial de Clubes contra a equipe de Guardiola. E o técnico Muricy Ramalho busca há meses estratégias para bater a equipe catalã em um possível enfrentamento.
Ainda que conte com os talentos individuais de Neymar e Ganso, principais referencias do Peixe, Muricy sabe que precisará de mais estratégias para furar o bloqueio do Barcelona em seu campo e pode encontrar uma saída com Borges na equipe.
A característica de pivô do camisa 9 pode ser uma grande arma para o Santos, pois ao sofrer o ‘abafa’ da equipe blaugrana, a solução de um ‘chutão’ dos zagueiros para frente em busca do atacante pode aliviar a pressão sobre a defesa enquanto Borges segura a bola para a passagem dos companheiros em velocidade, surpreendendo o adversário.

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