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Imprensa inglesa discute qual deve ser a punição de belga que chutou o gândula do Swansea depois de se irritar com demora do garoto em repôr a bola em jogo

A eliminação do Chelsea para o Swansea na semifinal da Copa da Liga Inglesa ficou em segundo plano na noite de quarta-feira. O grande destaque do empate em 0 a 0 que levou o time do País de Gales para a inédita final foi o belga Eden Hazard, dos Blues, e não por um bom motivo. O meia-atacante foi expulso de campo depois de perder a cabeça e agredir um gândula que estava prendendo a bola, quando a partida já se encaminhava para seus momentos finais.

O garoto caiu no chão e deitou em cima da bola quando Hazard tentou fazê-lo devolver a pelota mais rápido para uma cobrança de tiro-de-meta. Irritado, Hazard tentou tirar a bola de baixo do garoto com um chute, e acabou acertando-o na costela. O árbitro Chris Foy não pensou duas vezes e mandou o belga para o chuveiro.

O incidente personificou a frustração dos Blues pelo empate que resultou na eliminação, depois do Swansea vencer o jogo de ida por 2 a 0, no Stamford Bridge. Mas o grande assunto, desta vez, não foi a atuação apagada do time, mais uma vez, ou as chances desperdiçadas.

Em uma conta do twitter que, acredita-se, pertence ao gândula galês, o menino sugeriu que já estava planejando usar táticas de retardar a partida caso a bola chegasse até ele. Apesar da "agressão" não ter sido tão violenta e do garoto estar, de fato, impedindo o jogo de prosseguir, a reação de Hazard chocou a Inglaterra.

Pela expulsão, Hazard deverá receber um gancho automático de três jogos. Em um incidente parecido, Yohan Cabaye, do Newcastle, foi obrigado a se desculpar com um gândula na derrota dos Magpies para o Everton na temporada passada, mas não chegou a receber nenhuma punição. Um outro incidente famoso aconteceu quando Eric Cantona, astro do United nos anos 90, recebeu uma punição de oito meses depois de acertar uma voadora em um torcedor do Crystal Palace. A pena foi reduzida depois que ele aceitou realizar serviços comunitários.

Caso que vem imediatamente à cabeça dos brasileiros é o do volante Toró. Em 2008, quando atuava pelo Flamengo, Toró foi expulso no primeiro tempo da derrota Rubro-Negra para o Nacional, no Uruguai, pela Libertadores, depois de empurrar um menino gândula ao se irritar com o garoto. A única punição aplicada ao jogador foi a suspensão automática. Ele também não teve de se desculpar com o gândula, mas mostrou-se bastante arrependido. No ano passado, outro gândula foi empurrado, dessa vez no clássico entre Corinthians e Santos. Lucas, que se disse corintiano após o jogo, demorou para repôr a bola e foi agredido pelo volante Adriano, do Santos. Na ocasião, o juiz expulsou o gândula de campo.

Hazard afirmou, depois da partida, que o garoto foi ao vestiário do Chelsea e os dois conversaram. O belga pediu desculpas, assim como o menino, e ficou por isso mesmo. Agora, toda a imprensa inglesa aguarda por um pronunciamento da FA, que deve informar se tomará providências com relação à estrela do Chelsea ou se ele cumprirá apenas a suspensão automática.

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