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4-4-2 em losango pode ser alternativa para aproximar o espanhol de Drogba no ataque

E agora Carlo? O que fazer com a joia de 50 milhões de libras? Depois de uma verdadeira novela, com direito a amor e ódio ao personagem principal, Fernando Torres foi anunciado como novo reforço do Chelsea. A incerteza agora é a respeito de sua utilização na equipe azul.

Carlo Ancelotti é um técnico conservador. Trocar o sistema tático de sua equipe é uma prática que ele fez poucas vezes em sua vitoriosa carreira. Só que se o italiano quiser aproveitar ao máximo sua nova estrela, talvez tenha que mudar sua característica.

Desde os tempos de Mourinho, o Chelsea joga em um 4-3-3. Nem mesmo quando escala dois centroavantes de ofício como Anelka e Drogba, abre mão do sistema. Foi assim que Anelka parou na ponta direita, experiência que incívelmente deu certo na temporada passada.

Seria temerário confinar Torres ao lado do campo.

Meu temor é que Ancelotti tente fazer o mesmo com Fernando Torres. Uma das opções do treinador para o espanhol seria sua simples entrada na equipe no lugar de Anelka. Torres é um atacante que sabe o que fazer com a bola quando sai da área. Tem velocidade e capacidade de drible, características essenciais para um homem de flanco.

Só que confinar um jogador de talento como Torres ao lado do campo é temerário. O melhor de 'El Niño' vem quando ele está próximo da área. As qualidades que fazem com que seja possível sua escalação como um ponta são, na verdade, secundárias. A principal arma de Torres é o poder de finalização. Seria um crime eliminar esta qualidade deixando o jogador longe da meta adversária.

Por isso que defendo a troca de sistema no Chelsea com a chegada do novo reforço. Os Blues tem a chance de formar uma das duplas de ataque mais devastadoras do futebol europeu ao juntar Drogba e Torres, dois centroavantes completos, com capacidade para atuar dentro e fora da área.

Torres e Drogba podem formar uma grande dupla de ataque.

A opção mais viável seria o 4-4-2 em losango, recuando Malouda da ponta esquerda para a articulação e completando o meio-campo com Essien na primeira função e Ramires e Lampard mais próximos dos lados do campo. O Chelsea precisaria de um tempo de adaptação e poderia sofrer com a falta dos homens de flanco que escala atualmente, mas com o tempo, teria o melhor aproveitamento de seu talentoso elenco.

Alguém poderá argumentar que o Chelsea não tem este tempo, já que precisa se recuperar na Premier League e se preparar para as oitavas de final da Champions. Aí, entramos em uma questão de planejamento: será que é melhor buscar conquistas difíceis nesta temporada e talvez prejudicar o futuro ou construir a base de uma equipe com chances de dominar o futebol inglês? Pessoalmente, confesso que prefiro optar pelo segundo caminho.

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