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Segundo ex-dirigente merengue, técnico mantém média de títulos do clube

Em entrevista concedida a Fox Sports, o ex-diretor esportivo do Real Madrid, Jorge Valdano, analisou a atualidade da equipe merengue. Nesse sentido, Valdano assegurou que José Mourinho "está na média", a respeito dos títulos conquistados pelo português  como treinador do Madrid.

"Desde que chegou Di Stéfano até agora o Real Madrid ganhou mais títulos que os demais espanhóis juntos. Isso quer dizer que a equipe ganha um título a cada dois anos. Mourinho está dentro da média, chegou a dois anos e venceu um título", expressou.


"Os técnico estão ganhando importância no futebol, antes eram os líderes dentro de campo e agora os treinadores. Mourinho está associado a palavra triunfo. Ganhou sete ligas em 10 anos e o desejo de vencer continua com ele. Por isso gente como ele sempre vai ter mercado. É uma aposta segura", analisou o argentino.

Quanto a Pep, disse que "se notava o cansaço". "Me entristeci pelo futebol porque é o maior expoente da grandeza que se busca. Um treinador fanático, de uma ideia muito específica de futebol, uma ideia que chamam de romântica mesmo tendo ganho 13 em 16 títulos possíveis. É uma espécie de sonho platônico que acabou acontecendo no Barcelona. Não se podia disfrutar disso, a homenagem que se podia prestar era temê-lo. Cada vez que entram em contato com a bola não te devolvem ela", assinalou Valdano.

E prosseguiu: "É uma coisa tremenda o domínio técnico-coletivo deles nas partidas. Poucas vezes o Real sofreu tanto em confrontos diante do Barcelona nos últimos anos. Seria mesquinho não reconhecer sua excelência, ainda que se diga que é competência. Inclusive desde o interesse, são equipes que te ensinam, e por isso se deve aproveitar e imitar tudo de bom que eles tem e sair ainda melhor da experiência. Porém é claro, enquanto se joga diante deles, só há espaço para a tensão".

A POLÍTICA DO CLUBE

"O Real Madrid é um clube que vive de seus recursos. É um clube sem interesse de lucro, que necessita produzir recursos para seguir liderando o futebol mundial. Para isso é necessário converter o mundo inteiro em mercado, sem se preocupar com sua identidade. A identidade que representam jogadores da casa como Raúl, Casillas e outros, entra em conflito com a universalidade que surge com Zidane, Beckahm, Cristiano Ronaldo... jogadores que seguem dando ao clube a possibilidade de ser reconhecídol como líder mundial", assegurou.

"Isso já se faz no Santiago Bernabéus a 50 anos. Contratava Alfredo Di Stéfano porque era argentino, a Puskas porque era húngaro, a Kopa porque era francês. O fazia para seduzir e fascinar a distintos mercados", finalizou.

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