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Nossa lista definitiva dos melhores jogadores de 2010-11 chega aos três melhores, com o maestro do Barcelona chegando ao pódio com mais uma temporada brilhante

Bem vindo ao Goal.com 50! Nessa série especial, editores de Goal.com ao redor do mundo votam para escolher os 50 melhores jogadores de 2010-11. Nós mostramos a lista até o anúncio do vencedor, no dia 22 de agosto, com perfis de cada um que ficou entre os 50 melhores...

Era para ser o início do fim de Xavi. Depois da derrota para o Hércules em setembro, o técnico do Barcelona, Pep Guardiola, admitiu que dali em diante o meio-campista provavelmente não conseguiria jogar toda a semana e que seu papel seria reduzido.

Xavi vinha desfalcando a equipe com um problema no tendão de aquiles e o prognóstico não era promissor. Mesmo quando ele retornou, o jogador parecia fora de forma e longe de seu brilhante nível, enquanto o Barça tropeçava diante do Hércules. Os catalães estavam preocupados e as tentativas do clube de contratar Cesc Fabregas de repente pareciam totalmente justificadas.

"Desde o primeiro momento que eu vi ele jogar, eu sabia que ele se tornaria o cérebro do Barcelona por muitos anos. Ele joga muito mais do que eu joguei no meu melhor".

- Técnico do Barcelona, Pep Guardiola

Quase um ano se passou desde então, Cesc chegou e antes de sua contratação, muitos torcedores do Barça falavam em tom diferente, acreditando que sua chegada era desnecessária. Parte disso era devida à grande evolução de Thiago Alcântara como um mestre de meio-campo para o longo prazo. Mas a grande justificativa era a sensacional temporada de Xavi após ter se recuperado de lesão.

No final, os temores de uma aposentadoria antecipada do mestre do passe do Barça foram rechaçados, com o meio-campista fazendo mais de 50 jogos em 2010-11, assim como havia feito nas campanhas anteriores. E ele foi decisivo- como sempre- na campanha do Barcelona em busca do tricampeonato de La Liga e a segunda vitória na Champions League em três anos.
MOMENTO  DA TEMPORADA

 LA LIGA
BARCELONA 5-0 REAL MADRID
Apenas algumas semanas após ser descartado como um jogador em decadência, Xavi produziu uma atuação espetacular no meio-campo para acabar com os rivais com uma história performance e resultado- o pior da carreira de José Mourinho- e abriu o marcador com um gol de voleio.


Xavi acumulou assistências e gols na temporada passada, com 10 e 5 respectivamente, mas os números não descrevem sua influência. O jogador é a pulsação, a referência e o pêndulo do clube catalão- e com ele na equipe, os resultados normalmente são positivos.

Mais do que um participante do jogo de passes dos perfeccionistas de Pep, ele é o protagonista, quem comanda o estilo; o príncipe de La Masia, do Camp Nou, de Barcelona. Se você tira Lionel Messi, ainda têm o coração do time campeão do mundo com a Espanha em 2010. Se você tira Xavi, perde liderança, direção, coração e alma.

Ele não é rápido, não é um grande artilheiro, nem um driblador dinâmico. Mas o valor do meio-campista para sua equipe é inquestionável. Dê a bola a Xavi e ele não somente a manterá em seus pés, mas ele transformará a jogada em algo melhor, devolvendo para quem a passou ou achando um companheiro melhor colocado.

Parece inconcebível agora, mas Xavi quase saiu do Camp Nou no final dos anos 90, já que sentia que nunca seria tão bom para substituir Guardiola, o então querido dos torcedores catalães. Guardiola foi um jogador excepcional da função, o que diz muito sobre La Masia e a evolução da excelência das categorias de base do Barcelona.

Xavi joga da maneira do Barça: ele é mais em uma linhagem de meio-campistas que gostam da bola, como Guardiola e os companheiros Cesc, Andrés Iniesta e Thiago, assim como o agora aposentado Ivan de la Peña. "Eu passo e me movimento, eu lhe ajudo, eu procuro você, eu levanto a minha cabeça, eu olho e, acima de tudo isso, eu abro espaços no campo. Quem tem a bola é o mestre do jogo", descreveu o jogador em uma entrevista no ano passado. Isso explica tanto a sua filosofia quanto a de todo o time do Barcelona.

"Mais do que um participante do jogo de passes dos perfeccionistas de Pep, ele é o protagonista, quem comanda o estilo; o príncipe de La Masia, do Camp Nou, de Barcelona."

A chegada de Cesc sem dúvidas permitirá ao meio-campista mais descanso e recuperação, conservando suas energias para as batalhas mais duras. O mais jovem, porém, não é um substituto para seu companheiro de clube e seleção, ao menos não agora. "Eu não estou aqui para aposentar Xavi", disse Fabregas. "Ele ainda tem bons anos a frente. Ele é simplesmente incrível". E ele é mesmo. Então com mais três anos de contrato, com opção para mais dois, claramente não é o início do fim de Xavi, como os torcedores temiam em setembro do ano passado. É apenas o fim do começo.

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