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Após dez anos do título, ex-volante relembra superação e revela dificuldade em lidar com estrelas

O Mundial de clubes da Fifa foi o título que valeu muito a pena a gente se esforçar para ganhar. O reconhecimento acontece até os dias de hoje e só me orgulho por ter participado.

Podem até questionar que foi no Brasil, que fomos convidados, mas isso vai sempre ter por quem não é torcedor do Corinthians. Mas pergunta se eles não queriam ter vencido e estarem comemorando até agora.

Nós fomos convidados, mas fomos um convidado bem indigesto, já que ganhamos (risos).

Nossa maior virtude foi a superação que nós tivemos em cima de um cansaço, depois de disputar o Brasileiro contra o Atlético-MG, não tivemos férias, foi muito cansativo, mas foi muito bom. Superamos todas as dificuldades naquele Mundial. O momento de levantar a taça foi um mérito de comemorar um título que lutamos muito para conseguir. Foi uma ótima recompensa para todos nós.

Aquele time foi um dos melhores em que joguei. Foi um time vencedor, que correu atrás daquilo que queria e isso tornou esse time um dos melhores. Não foi fácil ser capitão ali, eram só jogadores com um nível muito alto e uma personalidade muito forte. Mas a gente conversava muito, tínhamos os objetivos claros e todos queriam vencer.

No jogo que nos classificou para a final (vitória de 2 a 0 sobre o Al Nasser) foi um alívio eu ter feito o gol aos 36 minutos do segundo tempo. Seríamos eliminados e foi uma alegria enorme, representou muito para mim. Sou privilegiado, poderia ter sido outro mas dou Graças a Deus por feito isso para o clube.

A superação do Corinthians na final foi muito grande e isso que nos fez crescer ainda mais. Nós sabíamos que o Vasco só tinha grandes jogadores também. Quando o jogo estava caminhando para a cobrança de pênaltis, já estávamos deixando nas mãos do Dida. Tínhamos confiança, porque ele pegava muitos pênaltis. Já tínhamos feito o nosso esforço (risos).

Primeiro confiamos no Dida e fizemos alguns pênaltis. Graças a Deus deu tudo certo.

Guardo tudo o que é relacionado à conquista do Mundial. Tenho a faixa e outras coisas do título. Assisto ao jogo até hoje, vejo algumas coisas. Lembrar sempre é bom, até porque isso aí é uma coisa difícil de conseguir repetir, tem de desfrutar ao máximo. Todos, desde os reservas, se esforçaram muito.

As lembranças de quem viveu a maior conquista do Corinthians

Edu - Volante do Corinthians
“A conquista foi mágica. Maracanã lotado, o Vasco era um timaço. O Oswaldo perguntou e eu disse que bateria o pênalti. E fiz!”

Fábio Luciano - Ex-zagueiro
“Fiz a minha estreia no Mundial, e já fiz gol logo de cara. Não era líder ainda, até tomava puxão de orelha de Vampeta e Edílson (risos)”

Luizão - Ex-atacante
“O mais curioso foi a nossa torcida calar o Maracanã. Havia muito mais vascaínos, e os corintianos fizeram mais barulho. Estão de parabéns”

Marcelinho Carioca - Ex-meia
“Foi a segunda invasão da torcida no Maracanã, estávamos exaustos, sem pernas... Tiramos força de onde não tínhamos”

Vampeta - Ex-volante
“Todos os clubes buscam esse título. São dez anos, mas parece que foi ontem. Eu sempre me emociono. Espero que ganhe de novo”

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