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Alexandra Wrage fazia parte do Comitê Anti-Corrupção

Uma funcionária da Fifa, membro do comitê independente convocado pela própria entidade após os inúmeros escândalos de corrupção, pediu demissão de seu cargo após ver um projeto proposto ser neutralizado. O processo daria maior transparência às decisões tomadas internamente.

Um dos escândalos mais recentes e famosos foi o processo de escolha das Copas do Mundo de 2018 e 2022, firmados na Rússia e Qatar, respectivamente. Segundo denúncias, o processo teria sido manipulado com compras de votos.

"Estas medidas são comuns em ambientes corporativos, mas não foram aceitas aqui. Nossas recomendações foram consideradas 'fora de agenda'", afirmou Wrage à BBC.

Wrage, que é canadense,disse ainda que ficou simplesmente surpresa com a negativa da entidade para a medida proposta. Os pontos vetados, segundo ela, são os que indicam maior transparência ao processo de escolhe das próximas competições, os que asseguram ao Comitê Executivo da Fifa a supervisão independente desses processos, revelar publicamente os valores salariais do presidente Joseph Blatter e de outros figurões importantes de entidade esportiva, e a avaliação de integridade para os futuros executivos contratados.