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Taribo West, que atuou em clubes como Milan, Inter de Milão, Partizan, Auxerre e Derby County, pode ter 12 anos a mais do que afirmava

O ex-jogador nigeriano Taribo West, que, ao longo da carreira, defendeu clubes de grande porte como Inter de Milão, Milan, Auxerre, Derby County e Partizan Belgrado, pode ter falsificado a idade em 12 anos.

Quem levantou a suspeita foi o ex-presidente do Partizan na época em que o jogador atuou pela equipe, Zarko Zecevic.

Segundo ele, o jogador, contratado pela equipe sérvia em 2002, teria 40 anos, ao invés dos 28 que estavam nos papéis.

Zecevic afirmou que isso só foi descoberto meses depois: "Quando ele se juntou a nós, dizia que tinha 28. Tempos depois veio ao nosso conhecimento que na verdade ele teria 40, mas como estava jogando bem, não nos arrependemos de tê-lo contratado”.

O nigeriano foi reprovado nos exames médicos no Rajielka, da Croácia, quando seus examinadores afirmaram que os joelhos do jogador apontavam que ele era mais velho do que diziam os documentos.

O lateral se aposentou em 2008 após sequer entrar em campo pelo Paykan, do Irã. A essa altura, teria 46 anos ao invés dos 34 alegados.

Taribo West estava na equipe que bateu o Brasil nas Olimpíadas de 1996, quando Kanu marcou o quarto gol da Nigéria e decretou a vitória nigeriana por 4x3 na prorrogação. Dessa forma, o jogador teria sido inscrito ilegalmente na competição.

Histórico preocupante

Conforme o site Trivela, o jornal inglês The Guardian, em 2010, publicou informações de jornalistas nigerianos falando sobre um esquema de falsificação de identidades que havia sido adotado pelo futebol local.

De acordo com o jornal, vários jogadores da Nigéria teriam mais idade do que afirmam, como por exemplo Nwankwo Kanu, Jay-Jay Okocha e Obafemi Martins, que hoje está no Seattle Sounders e teria 35 anos, ao invés dos 28 oficiais.

Ken Anugweje, ex-membro da comissão médica e da Federação nigeriana, afirmou ante da Copa de 2010 que o país sofria pela política de adulteração de idade: "Nossos garotos são velhos. Estamos pagando o preço por trapacear”.

Em 1988, a Fifa impôs uma sanção que tirou a seleção do país de competições oficiais por dois anos devido ao fato de três atletas terem ido às Olimpíadas de Seul, em 1988, com documentos falsificados.

George Onmonya, jornalista nigeriano, afirmou que há todo um esquema que beneficia os mais velhos que se passam por novos: "Um amigo meu que já jogou na liga nigeriana, me confidenciou que sua idade como atleta era de 21, mas na verdade ele estava com 34.

"Você pode entrar em qualquer escritório de imigração na Nigéria, forjar documentos, mudar seu nome, local e data de nascimento, pagando de 7 a 10 mil nairas (moeda nigeriana) ao invés do preço convencional (5 mil) para retirada do passaporte internacional. Horas depois, o processo está completo", continuou.

"Um outro passaporte, uma outra pessoa, um jogador mais novo. Para que faça mais sentido, apenas lembremos que a maioria dos nossos craques da década de 1990 hoje estão aposentados e já têm até netos", finalizou.

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