thumbnail Olá,

Uso de artefatos pirotécnicos em estádios é proibido na Alemanha, mas mandatário bávaro se diz a favor da liberação - desde que haja uma legislação

O presidente do Bayern de Munique admitiu que ser "um grande fã" de pirotecnia dentro dos estádios apesar das medidas que foram tomadas na Alemanha para proibir estes artefatos.

A mesa-diretoria da liga de futebol alemã (DFL) tentou implementar medidas de segurança para a experiência dentro dos estádios, mas o mandatário bávaro disse que seria a favor de permitir a volta dos sinalizadores caso medidas de segurança fossem tomadas.

"É claro, os sinalizadores são ótimos, mas usá-los requer uma política de segurança rígida. Eu permitiria os artefatos pirotécnicos uma vez que exista uma legislação. Todos sabem que sou um grande fã de pirotecnia," declarou Hoeness ao Bild.

Por outro lado, o CEO do Bayern, Karl-Heinz Rummenigge, é firmemente contra a ideia de pirotecnia, citando como exemplos as várias multas recebidas e a tradição do clube.

"Existem três coisas que o Bayern não aceita - violência, racismo e pirotecania. Tivemos que pagar mais de 130 mil euros em multas por causa das nossas torcidas organizadas no ano passado. É muita coisa!"

O ato de proibição de artigos explosivos da Alemanha condena o uso de artefatos pirotécnicos por preocupação com a segurança dos torcedores.

"As maiores exigências com segurança não são compatíveis com o uso de pirotecnia dentro dos estádios, porque não há espaço para isso," explicou o chefe de segurança da Federação Alemã de Futebol (DFB), Hendrik Lefert.

Em novembro, o protesto de um torcedor do Hamburgo na Imtech Arena contra a proibição do uso de sinalizadores em jogos na Alemanha deu muito errado depois de várias bandeiras pegarem fogo. Cinco torcedores sofreram queimaduras.

Na última quarta-feira, um torcedor do San José morreu durante o jogo contra o Corinthians em Oruro, pela Libertadores, depois de ser atingido na cabeça por um sinalizador atirado pela torcida do Alvinegro. Doze corintianos seguem presos na Bolívia, aguardando o fim das investigações.

Relacionados