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Relatório anual da entidade aponta gastos cada vez maiores com o futebol, às vésperas da instituição do Fair Play Financeiro

Os grandes clubes da Europa têm uma preocupação a mais do que vencer apenas a Champions League: a adaptação às novas regras do Fair Play Financeiro da UEFA, que promete forçar a responsabilidade das instituições no controle de suas contas.

No relatório gerado pela entidade nesta segunda-feira, registrou-se um salto na dívida anual acumulada das maiores equipes do continente, que passou de 1,1 billhão (R$ 3 bi) a 1,7 bilhão de euros (R$ 4,6 bi) entre 2007 e 2011.

Na mesma publicação, a UEFA apontou que 46 clubes europeus não conseguiriam se adaptar a tempo às novas regras do do FPF, caso a legislação já estivesse em vigor desde então.

Destas, vinte excederam o limite de 45 milhões de euros de dívida que os clubes poderão ter ao longo de três anos, de acordo com as regras que serão implementadas em breve. A entidade prevê exclusão de competições entre as penalidades por não-cumprimento.

Gianni Infantino, secretário-geral da UEFA, mostrou preocupação com o quadro, e lembra que já passou a hora dos gigantes do futebol adotarem uma postura mais responsável com o orçamento.

"É uma quantia enorme de dinheiro, e uma situação bastante preocupante para os clubes, que precisam assumir uma responsabilidade muito séria", disse Infantino ao site da entidade.

"Não se trata de um clube pondendo ir à falência ou não. O futebol, como um todo, se preocupa, pois as consequências da falência são sentidas em todos os lugares"

Equipes como o Manchester City e o Paris Saint-Germain, que contam com acordos milionários de patrocínio para a formação de seus elencos, serão acompanhados de perto pela UEFA, de modo a garantir a lisura de seus orçamentos.

Os parisienses, por exemplo, recebem cerca de R$ 540 milhões anuais da Autoridade de Turismo do Catar, que passou a financiar o clube nas últimas temporadas.

"Todos, inclusive o PSG, conhecem as regras, e sabem quando elas passam a valer. Todo mundo sabe que é preciso gerar receitas que cubram as despesas sem qualquer tipo de trapaça", finalizou o secretário.
    

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