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Ganês afirma que vai conversar com seu empresário para decidir futuro após ser vítima de ofensas em amistoso

Abalado pelo episódio de racismo que encerrou o amistoso entre Milan e Pro Patria, na quinta-feira, o meia Kevin-Prince Boateng pode deixar o futebol italiano. O ganês afirma que pode não haver mais clima para sua permanência na Serie A, e que vai sentar com seu empresário nos próximos dias para decidir qual o próximo passo a ser tomado.

"Não é o tipo de coisa que se esquece facilmente", disse, em declarações publicadas no Bild.

"Vou pensar a respeito nos próximos três dias, antes de conversar com meu empresário Roger Wittmann na próxima semana. Vamos ver se realmente vale a pena continuar jogando na Itália."

O meia de 25 anos foi o personagem central dos ocorridos do dia 3, sendo alvo de todo o tipo de ofensa de cunho racial por parte da torcida adversária até os 26 minutos, quando chutou uma bola em direção às arquibancadas e deixou o gramado, visivelmente nervoso. Ele conta que conversou com o juiz a respeito do que estava acontecendo, até chegar ao limite.

"Pude ouvir as imitações de macaco aos cinco minutos de jogo, cada vez que eu pegava na bola. Em princípio, não me incomodou, mas então aconteceu de novo, e de novo. Fui ao árbitro e disse que, se acontecesse mais uma vez, eu deixaria o campo."

"Ele tentou me acalmar mas, quando começou de novo, aos 26 minutos, pensei 'pra mim chega, não vou continuar com isso", contou Boateng.

O Milan recebeu apoio de várias personalidades e instâncias do futebol mundial pela atitude, e a Federação Italiana de Futebol prometeu investigar os ocorridos da última quinta-feira.

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