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Em nota, torcedores radicais da equipe defenderam a não contratação de jogadores de diferentes grupos étnicos e sociais

Um grupo de torcedores do Zenit pulicou um texto onde afirma se opor à contratação de jogadores negros, homossexuais ou de outros continentes fora da Europa. Segundo os autores, a intenção do manifesto é manter a identidade do campeão russo intacta, característica que vem se perdendo ao longo dos anos.

"Não somos racistas, porém, para nós a ausência de jogadores negros no Zenit é uma importante tradição, que reforça a identidade do clube. Também somos contra à presença de jogadores pertencentes à minorias sexuais", diz o comunicado, que ainda defende a ausência de jogadores de outros continentes e reclama da postura do Zenit, que, segundo eles, está impondo à torcida jogadores negros quase à força.

"Pelo fato do Zenit ser o clube mais ao norte das grandes cidades europeias, nunca teve vínculos com África, América Latina, Austrália ou Oceania. Não temos nada contra a população destes continentes, mas queremos que atuem pelo Zenit somente jogadores com afinidade de nossa mentalidade", observam.

O atacante brasileiro Hulk, o meia belga Witsel e o zagueiro português Bruno Alves estão entre os mais perseguidos pela torcida, já que são considerados negros e incapazes de defender a camisa do Zenit.

Em resposta ao comunicado, o clube divulgou uma nota reprovando este tipo de atitude. "Os jogadores não são escalados com base em sua procedência étnica ou cor da pele, mas por suas qualidades e conquistas esportivas. A política do Zenit está dirigida para o desenvolvimento da integração dentro do esporte e combate posturas arcaicas", defendeu.

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