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Na estreia de Mancini, uma vitória ao estilo inglês
City até tentou diminuir o ritmo do jogo, mas acabou vencendo com o pé no acelerador.
Quando um
técnico inicia seu trabalho em uma equipe, geralmente procuramos onde o novo
comandante colocou seu dedo e modificou o time em relação ao trabalho do antigo
treinador. No primeiro jogo de Roberto Mancini à frente do Manchester City, deu
para ver que o italiano tentou implantar seu estilo de jogo mais cadenciado. Só
tentou.
A vitória do City veio bem ao estilo do futebol inglês, bem ao estilo que Mark Hughes vinha tentando implantar. Em vários momentos do jogo, percebia-se claramente que o Manchester procurava diminuir um pouco o ritmo e trocar passes como Mancini gosta, mas eventualmente alguém perdia a paciência e partia para cima para resolver a jogada.
O resultado foi que os gols que definiram a vitória do Manchester não poderiam ter mais a cara do futebol britânico. Em um contra-ataque rápido finalizado por Petrov e um lance de bola aérea que Tevez aproveitou, o City construiu o 2 a 0.
Ficou claro, pela estreia, que Mancini quer dar ao City o ritmo mais cadenciado que ele sempre implantou em suas equipes. Também ficou claro que fazer isso não será fácil, especialmente em meio à temporada e sem jogadores com características para diminuir a velocidade do toque de bola. Talvez a melhor solução para Mancini seja, pelo menos até o final da temporada, adaptar-se ao futebol inglês e corrigir erros pontuais, ao invés de tentar fazer uma grande revolução tática no City.
Curtas
- Deplorável a atuação individual de Robinho. Sentindo bastante a falta de ritmo de jogo e escalado em uma posição onde não se sente tão bem (centralizado como último homem do meio-campo), o brasileiro não conseguiu nenhuma vitória individual sobre seus marcadores e errou finalizações constantemente.
- Garreth Barry, ao contrário de Robinho, parece começar a achar seu futebol com a camisa do City. Atuando na proteção à zaga ao lado de Kompany, Barry teve alto índice de acerto de passes, além da costumeira combatividade que o permite fazer desarmes com freqüência.
- Escrevi no texto acima que o City não tem jogadores que se encaixem no estilo de toque cadenciado que Mancini gosta. Mas se o italiano insistir em dar esta cara à equipe, poderá ter uma boa ajuda quando Adebayor voltar. A presença de um jogador para fazer o pivô e segurar a bola na frente é essencial para quem quer fazer a bola circular e mantê-la sob seu controle.
André Baibich, Goal.com
A vitória do City veio bem ao estilo do futebol inglês, bem ao estilo que Mark Hughes vinha tentando implantar. Em vários momentos do jogo, percebia-se claramente que o Manchester procurava diminuir um pouco o ritmo e trocar passes como Mancini gosta, mas eventualmente alguém perdia a paciência e partia para cima para resolver a jogada.
O resultado foi que os gols que definiram a vitória do Manchester não poderiam ter mais a cara do futebol britânico. Em um contra-ataque rápido finalizado por Petrov e um lance de bola aérea que Tevez aproveitou, o City construiu o 2 a 0.
Ficou claro, pela estreia, que Mancini quer dar ao City o ritmo mais cadenciado que ele sempre implantou em suas equipes. Também ficou claro que fazer isso não será fácil, especialmente em meio à temporada e sem jogadores com características para diminuir a velocidade do toque de bola. Talvez a melhor solução para Mancini seja, pelo menos até o final da temporada, adaptar-se ao futebol inglês e corrigir erros pontuais, ao invés de tentar fazer uma grande revolução tática no City.
Curtas
- Deplorável a atuação individual de Robinho. Sentindo bastante a falta de ritmo de jogo e escalado em uma posição onde não se sente tão bem (centralizado como último homem do meio-campo), o brasileiro não conseguiu nenhuma vitória individual sobre seus marcadores e errou finalizações constantemente.
- Garreth Barry, ao contrário de Robinho, parece começar a achar seu futebol com a camisa do City. Atuando na proteção à zaga ao lado de Kompany, Barry teve alto índice de acerto de passes, além da costumeira combatividade que o permite fazer desarmes com freqüência.
- Escrevi no texto acima que o City não tem jogadores que se encaixem no estilo de toque cadenciado que Mancini gosta. Mas se o italiano insistir em dar esta cara à equipe, poderá ter uma boa ajuda quando Adebayor voltar. A presença de um jogador para fazer o pivô e segurar a bola na frente é essencial para quem quer fazer a bola circular e mantê-la sob seu controle.
André Baibich, Goal.com
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