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Confronto de estilos no Camp Nou
Real Madrid apostou nos contra-ataques e teve dificuldades para criar jogadas depois que o Barça abriu o marcador.
Quando
Florentino Pérez fez desembarcar em Madri a constelação de estrelas que formam
o elenco merengue para esta temporada, todos imaginavam que o Real buscaria um
estilo de jogo semelhante ao do Barça, com muito toque de bola e construção
paciente das jogadas. O clássico contra o Barça seviu para mostrar a clara
diferença de estilo entre as equipes.
Se o Barça jogou de acordo com sua identidade, avançando sobre o campo do adversário e trocando passes para achar espaços, o Real apostou na objetividade e verticalidade dos contra-ataques. Aposta que surtiu efeito na primeira meia hora de jogo, quando a equipe merengue bloqueou o Barcelona e usou a velocidade de Kaká para contra-atacar.
A partir do momento que o Barça começou a pressionar a saída de bola do Real, a arma do contra-golpe foi anulada. Os volantes merengues erravam passes demais, entregando a bola de volta para o toque incessante do time catalão. Foi assim que o time de Guardiola tomou o controle do jogo e abriu o marcador.
Com 1 a 0 atrás no placar e depois com um jogador a mais, o Real tinha toda a chance de exercer o toque de bola que seu presidente quer e que seu treinador se acostumou a implantar em suas equipes ao longo da carreira. Mas a pressão do Real Madrid veio na base do “abafa”, confiando em jogadas individuais de Kaká e na insistência pelo volume de jogo.
Ao que tudo indica, o Real Madrid não cumprirá a promessa de Pérez de se tornar a equipe mais brilhante do mundo. Pelo que vimos no Camp Nou, este título ainda pertence ao rival Barcelona, enquanto o Real vai apostando em um futebol muito mais voltado para a obtenção de resultados do que para o nível de desempenho.
Notas
- Gonzalo Higuaín segue devendo uma grande atuação em jogos de maior importância. Contra o Milan pela Champions League, o argentino já havia sucumbido. No clássico, o atacante teve participação discreta, muito abaixo de seu companheiro de ataque, Cristiano Ronaldo.
- Se não foi o melhor em campo, Gerard Piqué esteve perto disso. Além dos desarmes precisos, teve participação crucial no gol da vitória. Piqué desarmou Cristiano Ronaldo na defesa, avançou e foi para a área para esperar o cruzamento de Daniel Alves. Sua colocação como um centroavante atraiu a atenção dos zagueiros merengues, deixando Ibra sozinho para finalizar.
- Outro que se destacou pelo Barça foi o brasileiro Daniel Alves. Além da assistência para o gol e de um lindo passe para Messi no segundo tempo, o lateral foi combativo e extremamente participativo durante todo o jogo.
André Baibich, Goal.com
Se o Barça jogou de acordo com sua identidade, avançando sobre o campo do adversário e trocando passes para achar espaços, o Real apostou na objetividade e verticalidade dos contra-ataques. Aposta que surtiu efeito na primeira meia hora de jogo, quando a equipe merengue bloqueou o Barcelona e usou a velocidade de Kaká para contra-atacar.
A partir do momento que o Barça começou a pressionar a saída de bola do Real, a arma do contra-golpe foi anulada. Os volantes merengues erravam passes demais, entregando a bola de volta para o toque incessante do time catalão. Foi assim que o time de Guardiola tomou o controle do jogo e abriu o marcador.
Com 1 a 0 atrás no placar e depois com um jogador a mais, o Real tinha toda a chance de exercer o toque de bola que seu presidente quer e que seu treinador se acostumou a implantar em suas equipes ao longo da carreira. Mas a pressão do Real Madrid veio na base do “abafa”, confiando em jogadas individuais de Kaká e na insistência pelo volume de jogo.
Ao que tudo indica, o Real Madrid não cumprirá a promessa de Pérez de se tornar a equipe mais brilhante do mundo. Pelo que vimos no Camp Nou, este título ainda pertence ao rival Barcelona, enquanto o Real vai apostando em um futebol muito mais voltado para a obtenção de resultados do que para o nível de desempenho.
Notas
- Gonzalo Higuaín segue devendo uma grande atuação em jogos de maior importância. Contra o Milan pela Champions League, o argentino já havia sucumbido. No clássico, o atacante teve participação discreta, muito abaixo de seu companheiro de ataque, Cristiano Ronaldo.
- Se não foi o melhor em campo, Gerard Piqué esteve perto disso. Além dos desarmes precisos, teve participação crucial no gol da vitória. Piqué desarmou Cristiano Ronaldo na defesa, avançou e foi para a área para esperar o cruzamento de Daniel Alves. Sua colocação como um centroavante atraiu a atenção dos zagueiros merengues, deixando Ibra sozinho para finalizar.
- Outro que se destacou pelo Barça foi o brasileiro Daniel Alves. Além da assistência para o gol e de um lindo passe para Messi no segundo tempo, o lateral foi combativo e extremamente participativo durante todo o jogo.
André Baibich, Goal.com
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