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A falta da bola longa no Liverpool
Saída de Xabi Alonso escancarou o problema na equipe de Rafa Benítez.
O futebol
inglês mudou muito, mas não tanto assim. Atualmente, as equipes da
Inglaterra não usam única e exclusivamente da bola aérea como
estratégia ofensiva. Só que com a exceção do Arsenal, que aposta
totalmente na troca de passes curtos, a bola longa ainda é uma parte
importante da estratégia dos times da Premier League.
No Liverpool não é diferente e a falta de jogadores com capacidade para realizar lançamentos de longa distância está se tornando evidente nessa temporada. Sem alguém para inverter com qualidade a bola de um lado para o outro, ou para ligar um contra-ataque achando um atacante livre com apenas um passe, a equipe de Rafa Benítez se tornou previsível e estéril no campo ofensivo.
A saída de Xabi Alonso é o primeiro passo para explicar este problema, já que o espanhol era o principal responsável pelo início das jogadas no meio-campo. Lucas, mesmo que tenha crescido de produção nos últimos jogos, é um volante que gosta do passe curto, assim como Mascherano.
Com o agravamento do problema, muitos chegaram a pedir que Gerrard, que vinha atuando quase como um segundo atacante, voltasse para sua posição original mais recuada para suprir a ausência de Alonso. Agora, com o capitão do Liverpool machucado, nem isso pode ser feito.
Em algumas oportunidades nesta temporada, a equipe chegou a melhorar de rendimento com a disposição de Gerrard de buscar a bola atrás e iniciar a jogada através da bola longa. Com a lesão do camisa 8, os torcedores do Liverpool devem estar torcendo fervorosamente para que Aquilani entre logo em forma.
Se o italiano não aprovar, não vejo outra solução para Benítez se não a de se comprometer totalmente com um estilo diferente de jogo. Será complicado para um técnico do estilo do espanhol tentar imitar Arsène Wenger, mas mais complicado ainda será lamentar a perda de Alonso pelo resto da temporada.
André Baibich, Goal.com
No Liverpool não é diferente e a falta de jogadores com capacidade para realizar lançamentos de longa distância está se tornando evidente nessa temporada. Sem alguém para inverter com qualidade a bola de um lado para o outro, ou para ligar um contra-ataque achando um atacante livre com apenas um passe, a equipe de Rafa Benítez se tornou previsível e estéril no campo ofensivo.
A saída de Xabi Alonso é o primeiro passo para explicar este problema, já que o espanhol era o principal responsável pelo início das jogadas no meio-campo. Lucas, mesmo que tenha crescido de produção nos últimos jogos, é um volante que gosta do passe curto, assim como Mascherano.
Com o agravamento do problema, muitos chegaram a pedir que Gerrard, que vinha atuando quase como um segundo atacante, voltasse para sua posição original mais recuada para suprir a ausência de Alonso. Agora, com o capitão do Liverpool machucado, nem isso pode ser feito.
Em algumas oportunidades nesta temporada, a equipe chegou a melhorar de rendimento com a disposição de Gerrard de buscar a bola atrás e iniciar a jogada através da bola longa. Com a lesão do camisa 8, os torcedores do Liverpool devem estar torcendo fervorosamente para que Aquilani entre logo em forma.
Se o italiano não aprovar, não vejo outra solução para Benítez se não a de se comprometer totalmente com um estilo diferente de jogo. Será complicado para um técnico do estilo do espanhol tentar imitar Arsène Wenger, mas mais complicado ainda será lamentar a perda de Alonso pelo resto da temporada.
André Baibich, Goal.com
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