Olhando para o futuro do Manchester United

Uma análise de pontos fortes e fracos do time de Alex Ferguson após a derrota para o Chelsea.

EPL: Michael Essien - Anderson, Chelsea - Manchester United (Getty Images)

Enquanto a poeira baixa após outra derrota sofrida do Manchester United, o desafio é juntar os cacos e seguir em frente.

O gosto amargo de ter dominado o Chelsea em seu próprio estádio e voltado para casa com o revés é difícil de engolir. Sir Alex Ferguson é um especialista em recuperar suas tropas em momentos difíceis e suas habilidades revitalizantes terão que se apresentar de novo.

Mesmo com o resultado, o United ainda está na luta pelo título da Premier League. As lições tomadas pela derrota para o Chelsea podem ser cruciais para que a equipe levante mais um título.

O maestro ruivo toca sua última música

O lugar de Paul Scholes entre os grandes do Manchester United já está garantido, mas outra apresentação contra equipes do topo da tabela está fora de seu alcance.

O tempo alcança a todos e a mente aguçada permanece, mas as pernas não podem mais acompanhar. O dinamismo do United foi sua principal arma em Londres mas sua ausência foi o principal motivo da derrota para o Liverpool.

Scholes não tem mais condições de competir contra o “Big Four”, mas Darren Fletcher, Owen Hargreaves e Anderson podem mostrar seus dentes contra os melhores.

Dois atacantes são inviáveis contra o “Big Four”

Dominado em Anfield e dominante em Stanford Bridge, a diferença foi um detalhe para o United. Um frágil 4-4-2 foi substituido por um sólido 4-5-1 e o resultado foi uma demonstração raramente vista no último ano.

Mesmo com o talento de Wayne Rooney e Dimitar Berbatov, o sacrifício é muito grande contra a elite da Premier League com ambos atuando na frente. O esquema sobrecarrega os homens de meio-campo.

Controle é a chave para confrontos contra grandes equipes e contra o Liverpool o United passou longe de controlar. Com Hargreaves pronto para retornar nos próximos dias, o United poderá ter peso em seu meio-campo.

Fletcher merece ser capitão


Com a velha guarda sendo substituída pela nova, a posição de Darren Fletcher como guardião do meio-campo deve ser recompensada com a braçadeira de capitão.

O escocês lutou em cada canto do gramado de Stanford Bridge e mereceu o reconhecimento como o melhor jogador do confronto. Um desempenho como este não merecia ter terminado em derrota e ele quase arrastou seus companheiros em busca do empate.

Rio Ferdinand e Wayne Rooney foram considerados por muitos como os herdeiros naturais de Gary Neville, mas a transformação de Fletcher de pária para líder o coloca como primeiro da fila.

Obertan melhor que Nani

Em apenas 30 minutos de futebol, Gabriel Obertan exibiu credenciais para passar por Nani na luta para ocupar o lado esquerdo do meio-campo.

O ex-jogador do Bordeaux se destacou, dando brilho e passes decisivos para que o United lutasse pelo empate. Um entrosamento já se formou com o compatriota Patrice Evra, e a dupla deu mais uma arma para o arsenal de Alex Ferguson.

A inconsistência de Nani é um grande contraste. Ainda é cedo, mas o sucessor de Ryan Giggs pode ter finalmente sido encontrado.

Evans em ascendência


Tirando o chute de caratê em Drogba, Johnny Evans não errou contra o Chelsea. Qualquer dúvida surgida após uma atuação insegura contra o CSKA foi respondida enfaticamente.

A perigosa dupla de Anelka e Drogba não colocou medo no zagueiro e ele foi responsável por segurar os mandantes por 76 minutos.

Defensores precisam ser combativos e a ousadia de Evans entusiasmou os torcedores e companheiros. Com Ferdinand preso em uma espiral de lesões sem fim, o jovem é o substituto ideal.

Matt Monaghan, Goal.com Reino Unido

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