Galácticos estão livres de cerco fiscal na Espanha
Aumento de impostos sobre estrangeiros costuma ser bancado por clubes
05/11/2009 15:27:28
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Kaká e Cristiano Ronaldo estão livres de preocupações em relação ao aumento da carga tributária sobre estrangeiros que vivem na Espanha. Em contratos milionários, os jogadores costumam ter seus impostos pagos pelos clubes. Em outras palavras: prejuízo para o Real Madrid (ESP).
O processo é simples. O jogador assina contrato com o clube para receber um salário líquido, livre de impostos. A tributação referente ao valor (equivalente no Brasil ao Imposto de Renda) fica a cargo do clube. Assim, qualquer mudança na política fiscal não atinge o atleta, que continuará recebendo a mesma quantia.
Foi o que esteve perto de acontecer com Ronaldinho Gaúcho no Barcelona (ESP). Quando se transferiu para o Milan (ITA), em 2008, o apoiador estava prestes a completar cinco anos no país, o que o obrigaria a pagar as mesmas taxas dos demais cidadãos. Mas o clube é que arcaria com os custos.
– Para nós, não mudaria nada. Em contratos de grande porte, o jogador assina um acordo líquido, livre de impostos. Ele continuaria recebendo o mesmo – explicou ao LANCENET! o irmão e empresário de Ronaldinho, Roberto Assis.
Na época, a imprensa espanhola chegou a especular que o meia gostaria de deixar o Barça para não ter de pagar mais impostos. No entanto, não era pública a situação contratual de Ronaldinho.
Entenda o caso dos impostos para estrangeiros na Espanha:
Como é atualmente: Estrangeiros podem usufruir da mesma taxa de impostos válida para não residentes no país. Assim, apenas 24% de seus ganhos são retidos na fonte, ao invés de 43% (percentual para pessoas de alta renda). A vantagem vale por cinco anos.
Mudanças à vista: O governo chegou a acordo na segunda-feira para mudar a lei. A partir de 2010, trabalhadores estrangeiros residentes na Espanha com renda anual superior a 600 mil euros (R$ 1,5 milhão) pagarão 43% dos ganhos em tributos.
Só a partir de 2010: A lei valerá para contratos firmados a partir de 1º de janeiro de 2010. Estrangeiros como Kaká e Cristiano Ronaldo poderão usufruir por mais cinco anos da atual vantagem fiscal.
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