Número de estrangeiros cresce na Europa

Estudo mostra que Brasil exportou 158 jogadores na temporada 2007/2008

14/08/2008 14:11:33

Joseph Blatter (AFP)
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Joseph Blatter (AFP)

O Observatório de Jogadores de Futebol Profissional, criado com o suporte da Fifa, publicou nesta quinta-feira a terceira edição de seu estudo anual sobre os atletas que praticam o futebol na Europa. O resultado mostrou que o número de estrangeiros nos cinco principais campeonatos nacionais do continente (Alemanha, Inglaterra, Espanha, França e Itália) continua a crescer.

Segundo o estudo, 42,4% dos jogadores que atuaram nesses países durante a temporada 2007/2008 são estrangeiros, o que represneta um crescimento de 3,5% em relação à temporada anterior. No Campeonato Inglês, inclusive, os números são mais alarmantes, já que 59,5% não nasceram no país. Além disso, pela primeira vez os estrangeiros marcaram mais gols que os nativos.

Entre o total de estrangeiros, a metade é formada por não-europeus, com um crescimento do número de latino-americanos. Entre eles, o Brasil aparece como maior exportador de atletas, com 158, 12,9% a mais que em 2006/2007.

Os números preocupam o presidente da Fifa Joseph Blatter, que defende de forma incisiva a idéia do "6 + 5", onde os clubes seriam obrigados a escalar pelo menos seis atletas do próprio país. Segundo ele, isso também fortaleceria as seleções nacionais.

- Precisamos ser solidários para conseguirmos a manutenção do equilíbrio no futebol. A introdução do "6 + 5" vai ajudar - afirmou.

O suíço também deixou claro que conta com o apoio de algumas federações para a inclusão do projeto.

- Posso garantir que continentes como América do Sul e África estão conosco, já que eles são os principais fornecedores de jogadores para os clubes europeus. Além disso, eles sofrem com o êxodo desses atletas - disse.

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