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Sonhando com a Tríplice Coroa, o time bávaro enfrentará o Barcelona mirando em sua terceira final em quatro edições da competição europeia

Por Danielly Friedrich

Há cinco anos, devido a uma temporada anterior mediana, responsável pela demissão de Felix Magath e pelo retorno de Ottmar Hitzfeld (o técnico havia comandado o time entre os anos de 1998 e 2004), o Bayern de Munique caía nas semifinais da Liga Europa para o Zenit, que viria a ser o grande campeão do torneio em 2007/08. Era a primeira vez em mais de uma década que a equipe bávara ficava de fora da Champions League. Na mesma temporada, o Bayern passou por uma reformulação profunda, adicionando oito novos jogadores a seu plantel - incluindo o francês Franck Ribéry -, e, com o título da Bundesliga novamente nas mãos, conseguiram carimbar seu passaporte de retorno à elite do futebol europeu. E decidiram não sair mais de lá. 

Desde então, o Bayern de Munique nunca caiu na fase de grupos e já participou de duas finais traumáticas. Se um time desacreditado, com poucas peças de reposição, que viu Ribéry ser suspenso por três jogos ainda na primeira partida pelas semifinais, contra o Lyon, conseguiu se superar e ter chances concretas até cair perante a Inter, após chegar tão perto, marcou o ano de 2010, em 2012 os bávaros viram seus sonhos quebrados no gramado de seu próprio estádio, com pequenos erros e pênaltis perdidos consagrando o Chelsea como grande campeão europeu em plena Allianz Arena.

Buscando se reafirmar após um ano dedicado à Champions League, onde a alta aposta acabou resultando em nenhum troféu para consolação, o Bayern passou por uma nova mudança estrutural e, com seis novos jogadores em seu plantel, conseguiu terminar com um de seus maiores pontos fracos: o banco. A Bundesliga garantida com seis rodadas de antecedência, a classificação para a final da Copa da Alemanha, e a presença nas semifinais do campeonato mais seleto da Europa, tornando uma Tríplica Coroa cada vez mais palpável, não escondem que a estratégia deu certo. Mas será o Bayern páreo para o Barcelona? 

"Na maioria dos jogos, o Barcelona é o favorito, mas neste não", é a resposta de Jordi Roura, o técnico auxiliar que está no comando provisório do time catalão. Quando o clube bávaro voltou seu foco para retomar a supremacia nacional, foi o momento em que ele se tornou ainda mais perigoso e destacado a nível europeu. Com uma temporada praticamente impecável na Bundesliga, onde o time quebrou recordes e ainda pode ir além, os tropeços na Champions League foram duros, mas não o suficiente para desviar o clube de sua trajetória para o sucesso. O Bayern é a psicologia reversa no mundo do futebol e mostra cada vez mais maturidade e consistência para encarar o temido time espanhol que conta com Messi, o melhor jogador do mundo.

Duas derrotas marcam o caminho bávaro na Champions League. Ainda na fase de grupos, a equipe se surpreendeu com o BATE Borisov, perdendo por 3 a 1, fora de casa, e viu o Arsenal correr contra o tempo tentando garantir sua presença nas quartas de final, marcando 2 a 0 na Allianz Arena. Para muitos times, tais golpes poderiam significar uma queda no rendimento; para o Bayern, serviu como inspiração para se superar. Enquanto uma derrota foi seguida por duas vitórias sobre o Lille, onde houve até uma goleada por 6 a 1, a outra teve uma atuação impecável perante à Juventus como sucessora. 

O futuro contra o Barcelona ainda é uma incógnita, mas a evolução a cada temporada e o peso da história do Bayern de Munique mostram que, se é possível passar pelo reduto de estrelas do time catalão, o responsável por isso será o Gigante da Baviera.

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