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Goal.com conta a trajetória recente da equipe alemã que surpreendeu muitos por chegar às semifinais da Liga dos Campeões nesta temporada

Nos últimos anos, o Barcelona de Pep Guardiola foi o time que mais chamou a atenção no futebol mundial: suas incessantes trocas de passes e as jogadas de efeito de Lionel Messi, Xavi, Iniesta e companhia levaram a equipe a dois títulos da Liga dos Campeões.

Apesar disso, comendo pelas beiradas apareceu uma equipe que também praticava um futebol vistoso e venceu dois títulos do Campeonato Alemão em sequência.

O Borussia Dortmund, tradicional equipe alemã que sempre conta com uma das melhores médias de público da Europa, voltou aos holofotes na temporada 2010/2011, depois de 9 anos sem vencer uma Bundesliga.

Depois do título alemão na temporada 2001/2002, o Borussia entrou em crise por gastar muito dinheiro em jogadores que não deram resposta, o que obrigou o clube a vender jogadores importantes, e suas colocações nos campeonatos subsequentes só caiu.

Na temporada 2002/2003, a equipe finalizou a temporada com o terceiro lugar; no ano seguinte foi à sexta posição e, nos outros dois, terminou o campeonato com a sétima colocação.

Em 2006/2007, Die Borussen, como são conhecidos, só pioraram e foram parar na nona posição; na temporada seguinte a queda foi mais alta, com o clube aproximando-se perigosamente da segunda divisão, terminando a Bundesliga na 13ª posição, com 40 pontos.

Foi aí, em 2008, que o técnico Jürgen Klopp assumiu a equipe e lhe devolveu a dignidade: logo no primeiro ano, venceu a Supercopa da Alemanha em cima do Bayern de Munique, que era o campeão da Bundesliga.

Klopp começou a colher frutos de seu trabalho na temporada 2010/2011, quando foi campeão alemão pela primeira vez, e deu o sétimo título ao clube, tendo como um dos destaques da campanha o japonês Shinji Kagawa, hoje no Manchester United.

Com esse histórico, a equipe não tinha como se dar bem na Liga dos Campeões, pois passou muito tempo sem nem sequer jogá-la, o que mudou depois de voltar a ser campeão.

No retorno à elite europeia, a campanha passou longe de ser digna de lembrança: o Dortmund ficou em último lugar no grupo F, com 4 pontos, em grupo que teve como primeiro colocado o Arsenal; o Olympique de Marselha ficou em segundo e o Olympiacos, em terceiro.

Retornando ao campeonato nacional, o Borussia fez bonito, sagrando-se bicampeão e retornando à Liga dos Campeões para essa temporada.

Mais maduro, o time vem fazendo grande campanha, que para os desavisados pode até parecer surpreendente, e não sentiu falta de alguns jogadores que foram vendidos, como Kagawa.

Na fase de grupos, a equipe alemã estava no grupo D, juntamente com Real Madrid, Manchester City e Ajax, adversários difíceis, mas que mesmo assim não foram páreo para o Dortmund, que acabou em primeiro lugar no grupo, com 14 pontos, 3 a mais que o Real Madrid.

Nas oitavas, o Dortmund bateu o Shaktar Donetsk e, nas quartas, o Málaga, em uma virada milagrosa nos acréscimos dentro do Westfalenstadion.

Agora, nas semifinais, o adversário é novamente o Real Madrid, e o Borussia já provou que pode perfeitamente vencê-lo e ir à final, já que na fase de grupos saiu vencedor em um jogo e empatou o outro contra os merengues.

Para isso, conta com os gols do artilheiro Robert Lewandowski, que já marcou 6 vezes nesta temporada da Liga dos Campeões.

Não é só com ele, no entanto, que os espanhóis precisam se preocupar: a equipe conta com outros bons jogadores ofensivos, como Mario Götze, Marco Reus e Gündogan, e tem força defensiva para segurar o forte ataque do Real, com Subotic e o brasileiro Felipe Santana, autor do gol da classificação sobre o Málaga, na zaga e o bom lateral-esquerdo Marcel Schmelzer.

No dia 24 começará a ser escrita a história desse confronto, que tem tudo para ser muito equilibrado. O Dortmund certamente vai se preocupar com o poder ofensivo do Real Madrid, que tem astros como Cristiano Ronaldo, o artilheiro da Liga dos Campeões no momento, com 11 gols, e ainda Özil, Benzema, Higuain e Di Maria, mas por outro lado pode levar a melhor se aproveitar eventuais falhas da defesa merengue, que não é das mais sólidas, especialmente quando Arbeloa atua na lateral-direita.

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