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Depois da confirmação, nova onda de protestos tomou conta do Egito e Federação de Futebol foi saqueada

Vinte e um torcedores do Al Masry foram condenados à morte no Egito, neste sábado, culpados pelos tumultos no estádio de Port Said que ocasionaram a morte de mais de 70 pessoas num jogo entre o Al Masry e o Al Ahli, em fevereiro de 2012.

Na ocasião, torcedores do Al Ahly começaram a provocar a torcida da casa já no final da partida, quando o Al Masry vencia por 3 a 1, e um deles chegou a entrar em campo com uma barra de ferro. Os torcedores do Al Masry invadiram o gramado, agrediram atletas e depois partiram para cima de quem estava nas arquibancadas. No corre-corre, dezenas de pessoas acabaram pisoteadas ou derrubadas da arquibancada.

Além dos 21 que receberam sentença de morte, mais cinco foram condenados à prisão perpétua.

Depois que a decisão foi anunciada, a Federação Egípcia e um clube da polícia próximo foram invadidos e incendiados. Fontes no local confirmam que todos os troféus e medalhas foram roubados. Em apenas 15 minutos, as chamas já haviam tomado conta do local. Funcionários que trabalhavam no momento dos ataques disseram que não tiveram tempo de resgatar nada e nem puderam defender o prédio, já que o número de vândalos era muito grande.

As torcidas organizadas, ou'ultras', do Al Ahly, acusadas de serem mandantes do saque, negaram veementemente o ato.

"As famílias das vítimas de Port Said estão satisfeitas com a decisão sobre o caso. O que está acontecendo agora são atos individuais e não refletem nossa opinião. Nós fomos para casa depois da decisão do juiz. O que acontece no Egito não é nossa responsabilidade," declarou um dos chefes da torcida do Ah Ahly, chamado 'Cabo'.

O tribunal egípcio já havia anunciado a sentença dos torcedores em janeiro, o que, na ocasião, também gerou uma onda de protestos e mais de quarenta pessoas acabaram mortas nos confrontos com as forças de segurança do país.

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