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Jogador estava no ônibus da seleção de Togo que sofreu atentado na competição africana de 2010 e não jogará em 2013 caso a Federação não se comprometa com a segurança dos atletas

O atacante Ammanuel Adebayor, do Tottenham, afirmou que se recusará a jogar por Togo a Copa Africana de Nações, caso a federação do país não prometa uma maior segurança aos atletas, e insiste que sua decisão nada tem a ver com dinheiro.

O ônibus que levava a seleção de Togo sofreu um ataque em Angola, em 2010, quando levava os jogadores para a competição africana e três pessoas da equipe acabaram morrendo. Esse motivo é o que faz Adebayor se recusar a defender a sua selação, diferentemente do que tem sido vínculado na imprensa, que aponta que o jogador não deseja entrar em campo por questões financeiras.

"Eu estou ouvindo as pessoas dizendo que eu não quero ir para o Campeonato Africano das Nações por causa dos bônus não pagos. Eu não preciso de um bônus de Togo - que é de R $ 1.000 por jogo - que eu não iria me recusar a jogar pelo meu país por dinheiro", afirmou.

"Às vezes eu tenho que assumir a responsabilidade e até ajudo nas gratificações. É tudo sobre a organização, ou a falta dela. Existe apenas 5% de chance de eu participar. Eu não vou colocar minha vida em risco".

As memórias do ataque de 2010 ainda estão bastante vivas para Adebayor, e ele não sente a Federação de Togo forte o suficiente para evitar eventos semelhantes.

"Eu estava no ônibus, em Angola, quando as pessoas morreram na minha frente. Segurei-os, e sei como eles morreram. Mesmo o governo não quer pagar o tratamento para as pessoas que sobreviveram. Isso não está certo. É uma situação terrível. Depois que classificamos para a África do Sul, eu disse a eles que tínhamos de resolver as coisas. Eu disse que precisávamos de uma boa organização, do contrário eu nãoiria. Agora vamos à África do Sul e nada mudou".

O jogador de 28 anos de idade, se utiliza de carros blindados desde 2010, e afirma que não está disposto a colocar sua vida em risco novamente, se as mudanças não forem feitas imediatamente.

"Eu tive que deixar o ônibus da equipe usando um colete à prova de balas e um capacete à prova de balas. Muitas pessoas queriam me ver morto. Foi-me dito que eu era o alvo".

"Eu havia me aposentado do futebol internacional, mas meu povo me pediu para eu voltar e usar a minha experiência, por isso concordei. Eu ficava dizendo a Federação para se organizar, mas eles não ouviram. Fico feliz que nos qualificamos de novo, mas não posso arriscar tudo", concluiu o atacante.

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