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A virada contra os EUA mostrou mais uma melhora desta Seleção
Capacidade de virar o jogo diante de uma defesa fechada foi uma clara evolução do time de Dunga.
Do
aproveitamento das bolas paradas à atitude competitiva e inteligente, a Seleção
Brasileira vem apresentando melhoras graduais, e aos poucos vai aparando as
arestas na preparação para a Copa do Mundo do ano que vem. O jogo contra os
Estados Unidos, na final da Copa das Confederações, apresentou mais uma
evolução no time de Dunga.
O Brasil de alguns meses atrás não seria capaz de orquestrar a virada que conseguiu na segunda etapa da partida deste domingo. Não estou falando de falta de atitude ou raça, já que isso a Seleção demonstrou desde os primeiros jogos sob o comando de Dunga. Refiro-me às dificuldades gigantescas que a equipe sempre demonstrou diante de defesas fechadas, dificuldades estas que se apresentaram fortemente no primeiro tempo da partida.
Desde que assumiu, Dunga transformou a Seleção Brasileira em um time de contra-ataque. Se olharmos para os jogadores que compõem a equipe, a decisão até seria inteligente, mas a maneira que os adversários se portam diante do Brasil dificultou a vida da Seleção em vários momentos do últimos três anos. Quem enfrenta a Seleção Brasileira joga retrancado, e é contra este tipo de estratégia que o Brasil não vinha tendo resposta.
O primeiro tempo do jogo contra os Estados Unidos foi uma demonstração muito forte dessa dificuldade brasileira. Fechado em duas linhas de quatro, o time americano bloqueou o Brasil e saiu nos contra-ataques, expondo a fragilidade de uma defesa muito mau organizada. Baseado no histórico da Seleção diante de equipes retrancadas, o normal era que a equipe não tivesse qualquer possibilidade de reverter o placar adverso de 2 a 0 no segundo tempo.
Os últimos 45 minutos da decisão da Copa das Confederações marcaram o que talvez tenha sido a primeira oportunidade em que a Seleção de Dunga soube envolver um adversário muito preocupado em se defender. A movimentação de Kaká, caindo dos dois lados para ajudar os laterais nas jogadas de flanco causou desequilíbrio na marcação americana, além do perigo que a habilidade de Luis Fabiano em jogar de costas para o gol apresentava para os adversários do Brasil.
Foi assim, jogando com inteligência e criatividade, que o Brasil reverteu não só um placar, mas toda uma situação adversa que parecia incontornável pelo histórico do time de Dunga neste tipo de partida. Teremos que esperar para ver se a Seleção realmente arrumou seu problema ou se foi só um lampejo, mas parece que a equipe brasileira aos poucos vai se livrando dos percalços que impediam bons desempenhos dentro de campo, sem deixar de conseguir os resultados que sempre vieram sob a batuta de Dunga.
André Baibich, Goal.com
O Brasil de alguns meses atrás não seria capaz de orquestrar a virada que conseguiu na segunda etapa da partida deste domingo. Não estou falando de falta de atitude ou raça, já que isso a Seleção demonstrou desde os primeiros jogos sob o comando de Dunga. Refiro-me às dificuldades gigantescas que a equipe sempre demonstrou diante de defesas fechadas, dificuldades estas que se apresentaram fortemente no primeiro tempo da partida.
Desde que assumiu, Dunga transformou a Seleção Brasileira em um time de contra-ataque. Se olharmos para os jogadores que compõem a equipe, a decisão até seria inteligente, mas a maneira que os adversários se portam diante do Brasil dificultou a vida da Seleção em vários momentos do últimos três anos. Quem enfrenta a Seleção Brasileira joga retrancado, e é contra este tipo de estratégia que o Brasil não vinha tendo resposta.
O primeiro tempo do jogo contra os Estados Unidos foi uma demonstração muito forte dessa dificuldade brasileira. Fechado em duas linhas de quatro, o time americano bloqueou o Brasil e saiu nos contra-ataques, expondo a fragilidade de uma defesa muito mau organizada. Baseado no histórico da Seleção diante de equipes retrancadas, o normal era que a equipe não tivesse qualquer possibilidade de reverter o placar adverso de 2 a 0 no segundo tempo.
Os últimos 45 minutos da decisão da Copa das Confederações marcaram o que talvez tenha sido a primeira oportunidade em que a Seleção de Dunga soube envolver um adversário muito preocupado em se defender. A movimentação de Kaká, caindo dos dois lados para ajudar os laterais nas jogadas de flanco causou desequilíbrio na marcação americana, além do perigo que a habilidade de Luis Fabiano em jogar de costas para o gol apresentava para os adversários do Brasil.
Foi assim, jogando com inteligência e criatividade, que o Brasil reverteu não só um placar, mas toda uma situação adversa que parecia incontornável pelo histórico do time de Dunga neste tipo de partida. Teremos que esperar para ver se a Seleção realmente arrumou seu problema ou se foi só um lampejo, mas parece que a equipe brasileira aos poucos vai se livrando dos percalços que impediam bons desempenhos dentro de campo, sem deixar de conseguir os resultados que sempre vieram sob a batuta de Dunga.
André Baibich, Goal.com
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