Pelé celebra os 40 anos do milésimo gol
Rei do futebol atingiu a marca no Rio de Janeiro, mas paulistas deram grande contibuição
Há 40 anos, comemorados nesta quinta, uma penalidade máxima como tantas outras entrou para a História do futebol brasileiro. Quem ajeitava a bola não era um qualquer, era o Rei do Futebol, Pelé. Aos 29 anos, ele correu, bateu e marcou, explodindo o Maracanã de alegria e saudações ao Rei.
Com a impressionante marca de 1,09 gol por jogo, Pelé se tornara um mito. Foi contra do Vasco que o gol nº 1.000 ficou marcado. Mas, contra o time da Colina, ele marcara apenas nove gols até aquele 19 de novembro de 1969. Outros rivais, todos paulistas, foram mais importantes para que ele atingisse definitivamente a realeza.
É ao Corinthians que Pelé deve gratidão. Também, pudera: contra o Rei, os corintianos foram vazados 41 vezes até o gol mil. Juventus da Mooca, Botafogo de Ribeirão Preto, Palmeiras, São Paulo, Noroeste... São mil gols, dá para imaginar, a lista é grande! Uma partida, no entanto, foi especial na História do Rei.
Caía uma chuva fraca na Vila Belmiro, naquele 21 de novembro de 1964. O gramado, na época com mais areia do que grama, e o público de cerca de 9 mil torcedores presenciariam um dos maiores feitos de Pelé. O adversário, é claro, era um time paulista.
O Botafogo de Ribeirão Preto foi a Santos sem sua formação de zaga titular. Eles podiam imaginar, não era um bom presságio.
– Foi uma fria – resume o lateral-esquerdo Carlucci, na época com apenas 18 anos, improvisado de zagueiro central naquela partida.
Foi, sim, um massacre. O primeiro tempo terminou em 7 a 0, Pelé havia marcado cinco vezes.
– Nosso time do Santos era bitolado não só em vitória, mas em goleada – revela Pepe, companheiro de ataque do Santos, que tentou, em vão, avisar os adversários que, naquela partida, “não tinha jeito, Pelé estava aceso”. E como estava! Na segunda etapa, marcou mais três vezes, quebrando o recorde da época, com oito gols numa mesma partida. O resultado final foi 11 a 0 para o Santos, mas, num gesto digno de realeza, Pelé não ficou com o título de melhor jogador da partida. Para o Rei, o goleiro botafoguense Galdino Machado havia sido ainda mais espetacular que ele.
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