Scolari exalta 'alma' e 'luta' do Grêmio apesar de atuação abaixo do esperado: "Os pontos foram o mais importante"

Treinador rebate críticas recebidas apesar do pouco tempo de trabalho e fala sobre primeiro retorno ao Mineirão após o 7 a 1 na Copa

A estreia no Grenal do último domingo não foi uma das melhores. Mas após a derrota por 2 a 0 para o maior rival, o técnico Luiz Felipe Scolari conseguiu sua primeira vitória no retorno ao Grêmio. Com gols de Luan e Lucas Coelho, o Tricolor bateu o Criciúma na Arena do Grêmio e garantiu mais três pontos, o que para Felipão foi o mais importante de tudo.

“Espero que as pessoas que tenham conhecimento de futebol saibam que não se faz nada em 15, 20 dias. Vamos ajeitando de acordo com o que pensamos, vendo se tem os jogadores adequados ou se vamos adaptando”, declarou durante a coletiva pós-jogo.

“O mais importante do jogo de hoje, que o torcedor veio ver, é se tínhamos recobrado nosso espírito. Alma, luta, decisão. Não foi uma partida brilhante, em determinados momentos o Criciúma teve mais posse de bola. Os pontos foram o mais importante”, acrescentou.

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Se o resultado levantou a moral dos gremistas, a perspectiva de enfrentar o líder Cruzeiro na próxima rodada já causa uma certa preocupação. Felipão sabe que a posição do Grêmio na tabela ainda não é muito confortável, mas garantiu que a equipe vai brigar para alcançar o G-4 do Brasileirão.

“Vamos estudar como eles jogam, sabendo que precisamos de resultados. Quem tem 22 pontos não tem nada garantido. Se tivéssemos 30 pontos, podíamos respirar tranquilos. Vamos trabalhar para conseguir o maior número de pontos e ver se nos aproximamos de uma classificação. Temos que brigar para chegar àquele bolo e, para isso, precisamos de vitórias”, disse ele.

O duelo contra o Cruzeiro já causou estresse entre Felipão e jornalistas. Afinal, será a primeira vez do treinador do Mineirão, após o fatídico 7 a 1 da Copa do Mundo. O assunto não foi esquecido pela mídia presente na coletiva, mas o ex-técnico da Seleção Brasileira rebateu com alfinetadas.

“Eu não discordo de nada que vocês dizem. Eu só tenho um minuto para falar e vocês (jornalistas) têm 30 dias. Eu concordo com tudo”, atirou Felipão. “Voltar ao Mineirão? Assim como eu vou voltar a Livramento, a Bagé, a vida continua. Alguns gostariam de ter me enterrado, mas eu não morri ainda”, finalizou ele.