BRASILEIRÃO: Os 'Dias D' de Vasco e Corinthians

Goal.com relembra os títulos e os jogos decisivos que deram os tetracampeonatos a cariocas e paulistas, que decidem o título no domingo

Por Matheus Harb

BRASILEIRÃO - Corinthians e Vasco (Goal.com Brazil)
Goal.com Brazil
Corinthians e Vasco decidem, no domingo, quem fica com o título de campeão brasileiro de 2011. Grandes decisões no torneio não são novidade para os dois clubes, que já levantaram quatro vezes a taça de melhores do país.

O Goal.com faz um apanhado histórico das triunfos de cariocas e paulistas no Brasileirão, apontando as campanhas, os destaques individuais e, o que mais importa a essa altura, os jogos decisivos.

O PRIMEIRO TRIUNFO VASCAÍNO - 1974
Em um campeonato disputado em três fases, o Vasco começou com um desempenho mediano, classificando-se em 7º do Grupo A. Contudo, a equipe comandada por Mario Travaglini se recuperaria com campanhas impecáveis nas fases posteriores, liderados por jogadores como Andrada, Alcir Portela e um certo Carlos Alberto de Oliveira, então com 20 anos. O garoto, que hoje o presidente do Cruz-Maltino, Roberto Dinamite (foto), terminaria como artilheiro daquela edição, com 16 gols.

A fase final foi marcada por muita controvérsia: por uma brecha no regulamento, o Vasco conseguiu reverter o mando de campo do jogo extra contra o Cruzeiro. Em 1º de agosto, os cariocas aplicavam 2 a 1 nos celestes no Maracanã, gols de Ademir e Jorginho, e levavam a taça para o São Januário.


REPETINDO A DOSE - 1989

Pensando em quebrar o jejum que já durava 15 anos, o SeleVasco, como era conhecido o bicampeão carioca de 1987/1988, entrou forte para a disputa da Série A e trouxe ninguém mais, ninguém menos que Bebeto, então ídolo do rival Flamengo. O técnico Nelsinho Rosa, que contava com nomes como Luis Carlos Winck, Sorato, Mazinho e Bismarck, conseguiu levar o alvinegro à segunda melhor campanha da edição.

Na grande decisão, o Cruz-Maltino enfrentaria o São Paulo de Bobô, Raí e Ricardo Rocha, eleito o melhor jogador do ano. Com um gol de Sorato, os cariocas calaram o Morumbi com mais de 70.000 espectadores para garantir a segunda glória nacional, em 16 de dezembro.

A MASSA CORINTHIANA VIBRA - 1990
Após um primeiro turno muito bom, o Corinthians desacelerou e por pouco não ficou de fora das quartas-de-final da competição. Nada demais pra quem tinha Neto (foto), meia tão talentoso quanto controverso. A bola parada do canhoto foi crucial para que o Timão passasse por cima de favoritos como Bahia e Atlético-MG, até chegar à decisão contra o eterno rival São Paulo.

Depois de sair na frente no jogo do Pacaembu com um gol de Wilson Mano, o Morumbi presenciou um dos maiores públicos de sua história: 100.858 espectadores. Mesmo assim, uma atuação sólida da defesa alvinegra e o gol de Tupãzinho foram o suficientes para dar o campeonato aos corinthianos pela primeira vez em sua história.


UM CAMPEONATO 'ANIMAL' - 1997

O Vasco tinha disparado o melhor elenco da competição daquele ano, contando com jogadores como Felipe, Juninho, Pedrinho, Evair e Odvan. Contudo, um jogador destoou, e praticamente faturou o título para o Cruz-Maltino. Edmundo (1997) teve uma das maiores participações de um atleta no Brasileirão, tornando-se o maior artilheiro em um ano no sistema anterior ao de pontos corridos (29 gols).

A campanha da primeira fase se repetiu na segunda, de modo que os cariocas jogariam por dois empates contra o Palmeiras para levar o título. Ao se dar conta de que estaria suspenso para o jogo de volta, Edmundo forçou sua expulsão, foi julgado e absolvido para jogar no dia 21 de dezembro. Mesmo sem marcar, o 'Animal' teve uma atuação de luxo no empate em 0 a 0 que deu o título ao Gigante da Colina.

MELHOR DE TRÊS  - 1998
Uma das melhores gerações do Timão começava a tomar conta do cenário nacional. Um elenco irreparável, que tinha o paraguaio Gamarra na defesa, o colombiano Rincón no meio e o 'Capetinha' Edílson na linha de frente. Ninguém, entretanto, brilharia tanto quanto Marcelinho Carioca (foto), autor de 19 gols na campanha corintiana, que terminou em primeiro na fase classificatória, e que suou para eliminar Grêmio e Santos antes de chegar à final contra o Cruzeiro.

O baixinho do alvinegro paulista foi mais uma vez destaque, marcando nos dois primeiros empates contra os mineiros. No dia 23 de dezembro, sob o olhar de mais de 57 mil torcedores, Marcelinho marcou novamente no jogo que terminaria 2 a 0 (o outro gol foi de Edílson) e com o bicampeonato do Timão.


ARRASADOR - 1999

Para assumir de vez a condição de dono do Brasil, o Corinthians veio ainda mais forte no ano seguinte ao bicampeonato, trazendo os selecionáveis Dida e Luizão (foto) para o elenco. A decisão foi correta, já que mais uma vez a equipe se classificou com a melhor campanha da primeira fase, tendo também o melhor ataque da competição.

Depois de eliminar Guarani e São Paulo, chegava a hora de encarar mais um mineiro na final, desta vez era o Atlético. O primeiro gol terminou com derrota e show do artilheiro Guilherme. Nos dois jogos seguintes, os corintianos seguraram o goleador, forçaram o terceiro encontro no Morumbi, no dia 22 de dezembro, e faturaram o tri após um empate sem gols.

O REI DE TODOS OS MÓDULOS - 2000
As invenções da CBF e do Clube dos 13 levaram à realização da confusa Copa João Havelange em 2000, que proporcionou algumas surpresas, como a classificação do São Caetano à final do torneio. Antes disso, porém, o Vasco se classificava em posição intermediária do Módulo Amarelo, correspondente à Série A. Depois, o time comandado por Joel Santana desempenhou bem na segunda fase da competição, passando por cima de Bahia, Paraná e Cruzeiro.

Após o empate em São Paulo, o Cruz-Maltino disputava a partida de volta em São Januário quando o alambrado das arquibancadas cedeu devido à superlotação, deixando quase 200 feridos no incidente. Em jogo remarcado para 18 de janeiro, no Maracanã, o Vasco venceu por 3 a 1 e faturou o título.


O DREAM TEAM DE KIA - 2005

O Timão começou 2005 anunciando um acordo milionário com a MSI do iraniano Kia Joorabchian, que injetou milhões no clube e conseguiu trazer entre outras estrelas, Carlos Tévez (foto) do Boca Júniors, na época uma revelação do futebol sulamericano. O time dos sonhos, porém, custou a engrenar no ano, mas tomou conta da liderança a partir da 10ª rodada do Brasileirão.

Em um campeonato marcado por polêmicas fora do gramado, como a Máfia do Apito, Corinthians e Inter faziam disputa acirrada que durou até a última rodada. Os paulistas acabaram sendo derrotados pelo Goiás por 3 a 2, mas, devido à vitória do Coritiba sobre os Colorados, seguraram a 1ª colocação e levaram para casa o troféu do tetracampeonato.



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