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Secretário-geral alega que estava afastado da Fifa durante serviços prestados ao Brasil, então candidato a país-sede do Mundial de 2014

Em 2007, poucos meses antes do Brasil ser anunciado como a sede da Copa do Mundo de 2014, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, esteve no país para trabalhar como consultor à candidatura junto à CBF, contratado por Ricardo Teixeira. Após a divulgação do fato em reportagem da Folha de São Paulo, o dirigente veio a público se justificar, alegando que não tinha poder de decisão para mudar algo em favor do país-sede do próximo Mundial.

Valcke foi suspenso pela Fifa naquele período em função de irregularidades no acordo comercial entre Visa e Mastercard, quando a primeira acabou assumindo o posto de parceira da entidade máxima do futebol.

"Fui três ou quatro vezes a São Paulo para dar conselhos comerciais a uma agência. Quando fui nomeado secretário-geral, o acordo foi desfeito. Eu participo das reuniões do Comitê Executivo, mas não tenho direito a voto", disse, em declarações reproduzidas por Lancenet.

"Eu estava fora da Fifa na época e o presidente Blatter estava ciente. Não há conflito de interesse, não tenho que me justificar. Não tinha como influenciar. Houve um acordo na América do Sul e o Brasil foi candidato único."

Alguns meses antes do Brasil ser oficialmente anunciado como sede de 2014, a Colômbia havia desistido da disputa.

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