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Treinador do Palmeiras relembra alguns momentos da marquente conquista para o futebol brasileiro

A conquista do pentacampeonato mundial não é apenas motivo de orgulho para o povo brasileiro, mas também para Luiz Felipe Scolari, é claro, o comandante da equipe que triunfou na Copa do Mundo de 2002.

Dez anos depois do feito histórico, Felipão ainda comemora o marco em sua carreira e na história do futebol no país, e, em entrevista exclusiva a Cléber Machado, publicada no Globoesporte, relembra acontecimentos que marcaram a campanha do Brasil na competição:

De acordo com Scolari, o jogo mais difícil foi contra a Bélgica, muito embora o seu time tenha encarado gigantes como Inglaterra e Alemanha:

- O jogo mais difícil foi contra a Bélgica, porque eles não tinham nada a perder. Com a vitória, passamos a acreditar mais. Víamos os outros adversários e sabíamos que dava.

A motivação usada pelo treinador em suas preleções também lembrada nessa entrevista. Felipão recordou que mostrou aos seus atletas uma tribo indígena torcendo pelo time canarinho:

- Disse para eles : ‘vejam onde tem torcedores assistindo e torcendo por nós. Lá no meio da selva’. Quer dizer, será que não dava para termos um pouquinho mais de esforço e concentração?

Outra boa revelação foi a exigência de alguns dos principais atletas do elenco, que depois da vitória sobre a Turquia, questionaram a decisão do atual técnico do Palmeiras em sair do hotel onde estavam para ir ao local do próximo jogo, já que ninguém conseguiria dormir:

- Lembro que “minha comissão de frente” falou assim: ‘Professor, viajar tudo isso depois do jogo sem tomar uma cervejinha?’ - contou ele, em referência ao grupo que era composto por Ronaldo Fenômeno, Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu e Roque Júnior.

Por fim, Scolari deixa de lado as curiosidades que ficaram na memória e comemora a conquista, apesar de seu pai nunca ter gostado da ideia de que fosse jogador de futebol. Se pudesse ter visto tudo o que o filho conquistou, mudaria de pensamento:

- Meu pai nunca quis que eu fosse jogador de futebol. Ainda choro, fico pensando se ele tivesse vendo isso hoje, ficaria feliz. O importante é que o título não é meu, é nosso, de toda nação, naturalmente. É motivo para falar pela vida inteira.
 

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