SELEÇÃO: A caminhada dos rivais

Entre amistosos e Eliminatórias, os principais rivais do Brasil para 2014 vivem momentos distintos em suas preparações

Por Matheus Harb

Brasil - Comemoração (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Até 2014, o Brasil se valerá de amistosos e das Olimpíadas para formar a equipe que disputará a Copa do Mundo em território nacional. Os rivais, por sua vez, também querem fazer bonito em território sul-americano, e vão se preparando de acordo com o que dispõem.
Vejamos como as seleções mais tradicionais têm desempenhado seus papéis, sonhando em levantar a taça em pleno Maracanã.

 
 ALEMANHA

Os comandados de Joachim Löw seguem fazendo um trabalho consistente, ao mesmo tempo em que ocorre uma renovação no elenco. Contra a Holanda, os alemães fizeram uma apresentação de gala, dominando o adversário e saindo com o justo placar de 3 a 0.

O trio Kroos, Muller e Götze vem crescendo tanto em seus clubes quanto na seleção, e a tendência é que assumam papéis centrais na equipe de Löw em um futuro próximo. Klose provou que ainda pode fazer frente a Mário Gomez no ataque, e Özil prova porque é considerado um dos grandes meias do futebol mundial.


HOLANDA

Sem o surgimento de nomes de impacto, a Laranja deverá se continuar baseada em seus jogadores consagrados. Sneijder, Van Persie e Robben continuam fundamentais para Bert van Marjwick encontrar o caminho do ataque, o que ficou claro tendo em vista as dificuldades ofensivas que a equipe teve contra a Alemanha.

Aliás, em todo o 2011, a Laranja não conseguiu um resultado expressivo contra equipes de médio porte para cima. Foram empates contra o próprio Brasil, Uruguai e Suíça, além de uma derrota na última rodada das Eliminatórias EURO 2012 para os suecos. A quantidade de gols sofridos também coloca em cheque a presença de veteranos como Van Bommel e Mathijsen no time titular.



 
ESPANHA

Vicente del Bosque vive com dores de cabeça. E das boas. O treinador da Fúria conta com uma série de jogadores qualificados à sua disposição, fazendo com que poucas mudanças tenham ocorrido desde o Mundial de 2010. A classificação para a EURO foi concretizada sem sustos e, como sempre, com placares elásticos.

Mesmo os resultados dos amistosos de novembro (derrota para a Inglaterra e empate com a Costa Rica) não significam uma queda no padrão espanhol; no máximo, revelam algum desleixo defensivo. Se Casillas não está em boa fase, não será um problema para Del Bosque: Reina, Valdés e De Gea estão prontos para assumir a camisa 1 dos Rojos.

INGLATERRA

Wayne Rooney. O English Team continua resumido a seu camisa 10, apesar das muitas peças trazidas por Fabio Capello nas últimas convocações. A punição do atacante nos três primeiros jogos da EURO 2012 é um baque, mas também pode servir como uma oportunidade. Capello aproveitou os últimos amistosos de 2011 para pensar o fim da ‘Rooneydependência’, testando uma série de homens de frente.

Os ingleses permanecem fiéis à sua história futebolística, de futebol de resultados em detrimento do espetáculo. Se existe algo de positivo a destacar, é que Capello finalmente encontrou um goleiro confiável, fazendo de Joe Hart seu camisa 1. Atenção também para o Team Britain que disputará Londres 2012, podendo alavancar uma série de jovens talentos à seleção.



FRANÇA

Se os resultados recentes não tenham sido tão bons para Laurent Blanc, ao menos o treinador tem dado chance a novos nomes na equipe. Cabaye e M’Vila, destaques no Newcastle e Rennes, respectivamente, foram escalados no meio campo nos dois últimos amistosos, embora a base continue a mesma.

Nasri, Benzema e Ribery seguem sendo os pilares da equipe, por sua qualidade inquestionável. A escassez de gols, contudo, deve ser a preocupação número 1 de Blanc, se realmente quiser ser protagonista na EURO 2012.


ITÁLIA

Há pouco tempo, o desfalque de Cassano poderia ser visto como uma tragédia para a Azzurra no futuro próximo. Porém, Prandelli parece ter encontrado a dupla ideal em Pazzini e Balotelli, o que merece ser ressaltado. Enfim comportado, o jovem atacante mostra porque foi tratado como promessa e justifica sua contratação no Manchester City.

Contudo, nem tudo é descontração na Bota. As derrotas nos amistosos contra Irlanda e Uruguai evidenciaram alguns problemas defensivos que, verdade seja dita, têm relação com a experimentação de jogadores promovida por Prandelli. Os recentes testes indicam que o meio de campo formado por Pirlo, De Rossi, Montolivo e Marchisio ainda tem muito a ajustar.



ARGENTINA

A equipe comandada por Alejandro Sabella ainda não tem uma identidade. Se convence em uma apresentação, na próxima volta a levantar uma série de questionamentos. Por sorte, o talento dos jogadores de ataque tem resolvido os problemas criados pela defesa insegura, como ficou evidente na vitória suada sobre a Colômbia.

Tal como a maioria dos treinadores, Sabella deve observar com especial atenção os Jogos Olímpicos, de onde podem sair as peças que faltam a seu elenco. A recente experiência do Superclássico das Américas apenas escancarou a ausência de nomes confiáveis dentro da própria Argentina.




Obrigado por seu comentário!
Por favor, informe seu nome
Por favor informe sua localização
Por favor, compartilhe sua opinião!
Sua Opinião
 
Inside Goal.Com
  1. O time olímpico executou o que o principal nunca conseguiu fazer O time olímpico executou o que o principal nunca conseguiu fazer

    Brasil teve 45 minutos em que praticou exatamente tudo o que o seu comandante prega

  2. Notas: Brasil x Dinamarca- Hulk é o melhor em campo na vitória Notas: Brasil x Dinamarca- Hulk é o melhor em campo na vitória

    Confira nossas avaliações individuais do amistoso da Seleção Brasileira

  3. ENQUETE: Que nota você dá para a atuação da Seleção? ENQUETE: Que nota você dá para a atuação da Seleção?

    Goal.com quer saber de seu leitor o que achou da performance do time de Mano Menezes diante da Dinamarca

  4. Coluna- Corinthians e Santos colocam trajetórias e estilos em duelo Coluna- Corinthians e Santos colocam trajetórias e estilos em duelo

    O Timão aprendeu a ser um time 'guerreiro', no sentido mais 'Libertador'. O Peixe, de Neymar, amadureceu a não se vale mais apenas pelo futebol vistoso. Em junho, o duelo dos dois promete marcar a história do torneio continental

  5. Notas: Santos x Vélez- avaliações da heroica classificação Notas: Santos x Vélez- avaliações da heroica classificação

    Goal.com traz as avaliações individuais dos jogadores de Santos e Vélez Sarsfield