Espanha 0 x 2 Chile: Chilenos invadem o Maracanã e despacham a campeã do mundo

Com gols de Vargas e Aránguiz, Chile elimina a Espanha e decide o primeiro lugar do Grupo B com a Holanda na última rodada

Dia 18 de junho de 2014, terça-feira. Mais um dia de tristeza espanhola no Maracanã. Depois da histórica goleada sofrida contra o Brasil por 6 a 1, na Copa de 50, e do 3 a 0 na final da Copa das Confederações, no ano passado, a Seleção Espanhola perdeu para o Chile por 2 a 0 e foi eliminada da Copa do Mundo de 2014 na primeira fase.

A eliminação foi confirmada pela vitória da Holanda sobre a Austrália, mais cedo, no Beira-Rio. A mesma Holanda que massacrou a atual campeã na sexta-feira passada. E o Chile, que viu a torcida lotar o palco da final, mostrou para a Espanha quem é a verdadeira La Roja. Quem vai voltar para casa é La Fúria.

Dois gols e festa na arquibancada

A primeira boa chance do jogo foi a favor do Chile. Logo no primeiro minuto de jogo, Mena trabalhou com Vidal dentro da área, o atacante conseguiu ficar com a bola mesmo pressionado por três marcadores e tocou para Vargas finalizar. A bola ainda desviou na zaga e passou muito perto da trave esquerda.

Se a Espanha sentiu a torcida contra no Maracanã é difícil saber, só que mais uma vez o tiki taka não funcionou contra o Chile, assim como no jogo contra a Holanda. Aos 14 minutos, a Fúria conseguiu uma boa oportunidade quando David Silva sofreu falta de Vidal próximo da meia lua, mas na cobrança, Xabi Alonso tentou levantar a bola na área e o toque saiu muito forte, mandando direto pela linha de fundo.

A situação ficou ainda pior para os espanhóis quando o Chile abriu o placar no Maracanã aos 20 minutos. Sánchez tabelou rápido pela direita com Vargas, que lançou Aránguiz e o volante cruzou para Vargas fazer a festa dos chilenos no Maracanã.

Nada dava certo para a equipe de Vicente Del Boque, que começou a perder a cabeça. No minuto 40, Xabi Alonso deu um carrinho em Isla e teve sorte de só receber um cartão amarelo do árbitro americano Mark Geiger.

Mas o Maracanã tremeu mesmo aos 43 minutos, quando os chilenos aumentaram a vantagem, com uma ajudinha do goleiro Iker Casillas. Em cobrança de falta, Sánchez cobrou com força e o goleiro espanhol rebateu para a frente, de presente para Aránguiz dominar, finalizar bonito e fazer o segundo.

Chile nas oitavas

A Espanha teve a chance de diminuir o placar logo no comecinho do segundo tempo e incendiar a partida no Maracanã. Com sete minutos, Sérgio Ramos cobrou uma falta de meia distância, Bravo também espalmou mal e Diego Costa aproveitou para cruzar de bicicleta para Busquets, mas o volante do Barcelona, de baixo da trave, pegou de canela e mandou para fora.

O tempo foi passando e a Espanha foi ficando cada vez mais distante de reverter o placar. E o Chile quase marcou o terceiro. Aos 22 minutos, Vargas arrancou pela direita e virou o jogo com Mena, que invadiu a área e cruzou para Isla chegar por baixo e mandar para fora.

O maior ídolo do time, responsável pelo gol do título em 2010, resolveu aparecer aos 38 minutos da etapa final. O meio-campista Iniesta arriscou o chute de fora da área e obrigou o goleiro Bravo a fazer uma belíssima defesa.

Os minutos finais foram de total desespero. A Espanha do toque de bola e muita paciência começou a alçar bolas na área e a defesa chilena se defendia como podia. Mas tudo virou festa no Maraca assim que Geiger apitou o final do jogo, aos 51 minutos. Adiós, España!