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O Glorioso volta à principal competição continental das Américas após 18 anos de ausência e mantém vivo o sonho do título inédito

BOTAFOGO
PAÍS: BRASIL
TÉCNICO: EDUARDO HUNGARO


A quarta colocação no Campeonato Brasileiro de 2013, a sua melhor desde que foi campeão em 1995, deu ao Botafogo a chance de jogar a Libertadores da América após 18 anos de ausência. A vaga já era buscada há anos pelo clube, que chega para a sua quarta disputa. Quando teve seu retorno confirmado, recebeu as boas vindas da Conmebol, que disse via redes sociais que um “gigante do passado no continente” havia voltado.

A história do Glorioso na Libertadores 2014 começaria na altitude do Equador. A partida válida pela primeira fase – mais conhecida como “pré-Libertadores” – seria contra o Deportivo Quito, no dia 29 de janeiro. O time mal tinha acabado de se reapresentar e já mostrava ser bem diferente do que, um ano antes, havia sido campeão carioca e feito uma boa campanha no Brasileirão.

A grande perda foi Clarence Seedorf. Pouco antes do primeiro jogo, em Quito, o holandês foi anunciado como treinador do Milan e se aposentou do futebol. Depois, Rafael Marques, um dos grandes destaques de 2013, deixou General Severiano rumo ao futebol chinês. O treinador Oswaldo de Oliveira já não estava mais no comando do time. Em seu lugar assumiu Eduardo Húngaro, experiente com o trabalho no futebol de base do clube, mas considerado uma aposta para a exigência do futebol profissional.

Para reforçar o time, a diretoria apostou em nomes pontuais. Jorge Wagner, campeão do torneio continental com o Inter, em 2006, foi o primeiro a ser anunciado. Além do meia, chegaram Rodrigo Souto, Airton e os argentinos Mario Bolatti e “El Tanque Ferreyra.” Mas é unanimidade que, dentre as principais contratações,  quem mostrou seu maior efeito foi Wallyson.

Após a derrota por 1 a 0 no jogo de ida contra o Deportivo Quito, o artilheiro da edição 2011 da Libertadores começou como titular na volta e, em um Maracanã lotado, fez três gols nos 4 a 0 sobre os equatorianos, resultado que garantiu o Alvinegro no Grupo 2, ao lado de San Lorenzo, Independiente del Valle e Unión Espanhola.

A FIGURA - JEFFERSON



Se o grande destaque do Botafogo não é mais Seedorf, não há dúvidas em afirmar que é no gol que está o grande ídolo atual do Glorioso. Seguro e identificado com o clube, Jefferson talvez já fosse o nome mais querido da torcida mesmo quando o holandês da camisa 10 desfilava seu talento com a Estrela Solitária no peito. Revelado pelo Cruzeiro, esta é a segunda passagem de Jefferson por General Severiano. E não há dúvidas de que é a melhor.

O camisa 1 havia deixado o Alvinegro em 2005, para defender o Trabzonspor (Turquia). Voltou ao Botafogo em 2009 e foi um dos principais nomes que evitaram o rebaixamento do clube. No ano seguinte, um dos heróis no título carioca de 2010. As constantes convocações para a seleção brasileira deixaram muito claro que o talento do jogador estava sendo reconhecido.

Na última temporada Jefferson continuou sendo um dos principais nomes do elenco botafoguense. Talvez estranhe o fato de que a grande esperança do Glorioso na competição continental seja um goleiro. Talvez reflita os pedidos de reforços feitos pela torcida, já que apesar do início arrebatador, Wallyson ainda é uma incógnita no quesito “destaque” para o time carioca.

No entanto, seguindo o raciocínio de que “um bom time começa com um grande goleiro”, o Botafogo está muito bem servido na posição que mais exige confiança dentro das quatro linhas. Eventuais reforços – que só poderiam ser inscritos caso a equipe avance para a fase final – poderiam melhorar bastante o quadro alvinegro.


O TÉCNICO - EDUARDO HUNGARO



Nome desconhecido entre treinadores de elite no futebol brasileiro, Eduardo Húngaro é a aposta da diretoria botafoguense para a Libertadores da América. Profissional com experiência no futebol de base, Húngaro conhece muito bem os valores revelados pelo clube nos últimos anos, como Dória e Gabriel. Duda, como também é carinhosamente chamado, é conhecido por todos no elenco e parece ter o respeito e admiração dos jogadores.

O estilo estrategista mais centrado lembra, em um primeiro momento, o de seu antecessor Oswaldo de Oliveira. A escolha de Eduardo Húngaro seguiu uma tendência que vemos no futebol brasileiro (cujo mercado para treinadores está inflacionado por grandes salários) e até mesmo mundial: apostar em nomes que conhecem o clube.

Revelar treinadores não é novidade em General Severiano. Um técnico que começou sua carreira no Glorioso foi, por exemplo, Mario Jorge Lobo Zagallo. João Saldanha também fez sucesso. Coincidência, em 1996, sua última participação na Libertadores, o Botafogo também apostou em um técnico pouco conhecido: Ricardo Barreto, que atualmente comanda o Boavista.

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