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Em 2002, o Olímpia conquistou seu último título da Copa Libertadores. Dirigido por Nery Pumpido, foi campeão contra o surpreendente São Caetano, nos pênaltis

O Olímpia quer voltar a ser campeão. Depois de onze anos, a equipe paraguaia vai jogar novamente a final da Copa Libertadores, competição na qual que se sagrou campeão em três oportunidades e finalista em quatro outras, incluindo a atual. A edição de 2002 foi a última em que o clube chegou ao cruzamento decisivo e também o último título, conquistado ao derrotar o surpreendente São Caetano.

Comandada por Nery Alberto Pumpido, a equipe do Olímpia abriu o caminho para a glória no Grupo 8 contra Universidade Católica, Once Caldas e Flamengo. Com três vitórias, dois empates e apenas uma derrota, se mantiveram a frente dos chilenos, que também passaram para a segunda rodada, enquanto os colombianos e os brasileiros ficaram de fora.

Richart Báez fue el goleador del equipo con cinco tantosNas oitavas de final, o Olímpia enfrentou o Cobreloa e não teve dificuldades para passar: venceu ambos os jogos. Na primeira partida, no Chile, venceu por 2 a 0 e na volta, em Assunção, conquistou a classificação para a próxima fase com um 2 a 1.

Porém, dificuldades surgiriam nas quartas, quando os paraguaios enfrentaram o o Boca Juniors, campeão em 2000 e 2001. Já sem Carlos Bianchi no comando, o clube tinha Oscar Tabárez como técnico e Juan Roman Riquelme em campo, mas não tinha a mesma mística dos anos anteriores. Carlos Tévez colocou o Boca a frente, no primeiro jogo na La Bombonera. No entanto, no segundo tempo, através de um gol contra de Cristian Traverso o Olímpia chegou a um valioso empate em Buenos Aires, mesmo que no início dos anos 2000 o gol fora não tivesse o valor que tem hoje, pois não era levado em conta como desempate. Na segunda partida, no Defensores del Chaco, o Olímpia foi superior durante toda a partida e venceu por 1 a 0, com gol de Nestor Isasi, aos 22 minutos do segundo tempo. O zagueiro acertou um chute de longe que desviou e enganou Roberto Abbondanzieri, que foi o homem do jogo evitando que o placar fosse mais elástico a favor da equipe paraguaia.

Sergio Orteman, una de las piezas claveDerrotar o campeão do ano passado foi um grande feito para o Olímpia. No entanto, a Copa Libertadores sempre apresenta um novo obstáculo a ser superado. Nas semifinais, Olimpia teve que enfrentar o Grêmio. A primeira partida em Assunção foi 3 a 2 para o Olímpia, que aos 13 minutos sofreu o primeiro gol, marcado por Anderson. Com dois gols do uruguaio Sergio Órteman e um de Miguel Benitez, o placar dava confiança para os torcedores paraguaios, porém, Rodrigo Mendes marcou um gol ao final do jogo e o placar de 3 a 2 projetava uma incrível disputa pela vaga na final da competição no Brasil. A segunda semi final foi vencida pelo clube gaúcho por 1 a 0, placar que levava a decisão para os pênaltis. O Olímpia converteu os 5 pênaltis, enquanto o Grêmio perdeu um. Tavarelli defendeu a cobrança de Rodrigo Mendes. Quando Mauro Caballero foi cobrar o pênalti, o goleiro brasileiro defendeu, mas o árbitro Daniel Giménez disse que o lance devia voltar, fato que revoltou um dirigente gremista, que chegou a entrar em campo para protestar, mas Giménez não voltou atrás. Cavaleiro chutou novamente e marcou. Resultado final: vaga garantida por 5 a 4 para o Olímpia, nos pênaltis.

Onze anos mais tarde, depois de perder em 1991 para o Colo Colo, o Olímpia voltou a brigar pelo título da Copa Libertadores. O adversário era o São Caetano, um time brasileiro, desconhecido, que foi a revelação do campeonato e chegou nas semifinais, após eliminar o América do México por 2 a 0 no Brasil e 1 a 1 em terras astecas.

O primeiro jogo da final foi em Assunção e a surpresa do Campeonato Brasileiro e da própria competição sul americana venceu por 1 a 0, jogando melhor e justificando a vitória. No segundo jogo, o título da Copa Libertadores que já parecia difícil, pela derrota em casa, ganharia ares dramáticos, pois, no primeiro tempo, Ailton colocou o São Caetano na frente. As chances do Olímpia ser campeão diminuiam ainda mais pois o Olimpia teria de fazer dois gols em 45 minutos para levar a partida para os pênaltis e 3 para conquistar o título.
No entanto, Gaston Córdoba e Richart Báez, o artilheiro da competição com cinco gols, ajudaram a virar a partida e forçar as La euforia en la definición por penalespenalidades. Ambas as equipes marcaram as duas primeiras cobranças. Marlon Da Silva perdeu o terceiro pro São Caetano o uruguaio Hernán Rodrigo López converteu. Tal como o seu companheiro, Serginho mandou a bola para fora e deixou a decisão nos pés de Caballero, que com um chute forte e rasteiro encerrou o drama paraguaio e o Olímpia levantou a terceira Copa Libertadores da sua história.

Onze anos após o feito, o Rei de Copas paraguaio, mais uma vez tem a chance de conquistar o título da Libertadores, novamente contra um brasileiro. Desta vez, o Atlético-MG, do craque Ronaldinho.

E também como em 2002, o primeira partida será em Assunção e a decisão no Brasil, em Belo Horizonte.
Como para o São Caetano, esta será a primeira final para o Atlético. Estas são apenas algumas co
incidências que ocorrem 11 anos após a última Copa do Olímpia.

A equipe do Olímpia na final da Copa Libertadores de 2002 contava com Ricardo Tavarelli, Nestor Isasi, Nelson Zelaya, Julio Cesar Caceres, Henrique Da Silva, Julio Cesar Enciso, Victor Quintana, Sergio Orteman, Gaston Cordoba (substituído por Mauro Caballero), Miguel Angel Benitez (substituído por Juan Carlos Franco) e Richart Baez (substituído por Rodrigo Lopez). Técnico: Nery Pumpido.

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