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De acordo com o desembargador, o juiz não irá basear sua decisão apenas nas palavras do adolescente

O desembargador Antonio Carlos Malheiros, Coordenador da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), afirmou que a confissão do torcedor corintiano menor de idade não será o suficiente para encerrar o caso e reconhecer o jovem como autor do disparo do sinalizador que resultou na morte de Kevin Espada, de 14 anos.

"Com certeza absoluta o juiz não vai aceitar pura e simplesmente a confissão do menino. Trata-se de um menor que, de repente, pode assumir a responsabilidade toda para ele até por proteção a outra pessoa. O juiz vai ouví-lo, mas não vai basear sua decisão só na confissão do menino. Ele vai exigir provas e pode até determinar algumas oitivas para ouvir outras pessoas", disse.

Melheiros também apontou para o fato de que o advogado que representa o jovem é o mesmo da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians. "É uma coisa que pode dar colidência de interesse. Teria sido melhor que fossem dois advogados, um para o menino e outro para os membros da Gaviões presos lá na Bolívia", declarou.

Para Ricardo Cabral, o advogado, a confissão do menor corintiano deve agilizar a liberação dos 12 torcedores presos em Oruro. "O menor admite que aquele sinalizador que atingiu o torcedor boliviano saiu das mãos dele. A polícia apreendeu os sinalizadores na arquibancada e como não conseguiu identificar o autor, acabaram encontrando na prisão daqueles torcedores uma maneira de pressionar para que o verdadeiro autor se entregasse", afirmou.

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