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Os brasileiros que teriam sido responsáveis pela morte do boliviano foram detidos ainda no estádio. Conmebol pune o clube paulista, que vai jogar sem torcida contra o Millonarios

A Federação Boliviana de Futebol (FBF) informou, nesta quinta-feira, que a Conmebol começou uma investigação sobre a morte do jovem Kevin Douglas Beltrán Espada, de apenas 14 anos, ocorrida no jogo entre Corinthians e San José, na quarta-feira, pela Copa Libertadores da América, na Bolívia.

O Secretário-executivo da Unidade Disciplinar da entidade sul-americana de futebol, Francisco Figueredo, comunicou à FBF sobre a investigação e pediu que a federação “se dirija com urgência máxima às autoridades policiais competentes para pedir toda a documentação e informação relevante sobre este trágico fato”. Segundo o secretário, “toda a informação relevante no momento de adotar as decisões que forem consideradas oportunas”.

No total, 12 torcedores corintianos foram presos, ainda no estádio, na quarta-feira. Todos eles foram indiciados por homicídio, segundo a polícia boliviana. Dois deles são acusados pela autoria do crime; os demais teriam sido cúmplices. Entretanto, não foram identificados os responsáveis por cada crime.

Os detidos fizeram testes que determinarão se em suas mão há rastros das substancias químicas contidas no sinalizador que atingiu Kevin Douglas. Os resultados devem sair num prazo de dez dias. Os torcedores ainda serão levados a um juiz, que vai decidir se eles responderão o processo em liberdade ou não. O advogado boliviano Jaime Flores disse que assumiu a defesa dos 12 brasileiros.

A Conmebol confirmou a punição do Corinthians na noite desta quinta-feira: o clube paulista vai jogar a atual edição da Libertadores da América com os portões fechados. A informação foi confirmada pelo porta-voz da entidade, Nestor Benítez.

“As partidas do Corinthians como mandante serão disputadas de portões fechados. Nos jogos que o clube disputará como visitante, seus torcedores não terão acesso a ingressos”, disse Benítez.

O porta-voz acrescentou que a punição será mantida até que a polícia boliviana esclareça os acontecimentos que culminaram na morte do torcedor. Enquanto isso, Benítez disse que o Corinthians tem um prazo de três dias para apresentar a sua defesa.

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