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As melhores equipes do país fazem um duelo de mentalidades e trajetórias, em partida que promete marcar a história recente da Copa Libertadores

A semifinal entre Santos e Corinthians assinala, é verdade, certo domínio dos brasileiros na Copa Libertadores da América, que tem ao menos um finalista tupiniquim nos últimos oito anos. Por outro lado, e este é o que mais importa a meu ver, temos a chance de assistir a um duelo com potencial de marcar a história do futebol brasileiro, que guarda certa nostalgia das decisões do antigo formato do Campeonato Brasileiro.

Em primeiro lugar, temos o enfrentamento de duas escolas bastante opostas. O Santos de Muricy Ramalho é a equipe movida ao talento de Neymar, à criatividade de Ganso, à vibração de Léo e Arouca. O Corinthians, do futebol mais pragmático, mas não menos vencedor de Tite que, apesar de contar com jogadores em excelente momento, como Emerson e Paulinho, se vale muito mais do instinto coletivo do que das individualidades da equipe praiana. E tudo isso pode se transformar na hora da decisão, de acordo com acertos e erros que os dois comandantes farão daqui em diante.

Por outro lado, vale também perceber certa evolução de comportamento nos dois clubes, espiritual, de certa forma. Desde o ano passado, o Pacaembu se acostumou a reverenciar guerreiros, e não mais craques, como os que marcaram o passado recente do Timão, como Tévez e Ronaldo. Em suma, um Timão muito mais próximo de sonhar o ‘sonho Libertador’.

Na Vila Belmiro, o craque ainda é reverenciado, com todos os méritos. Mas, desde 2011, esse mesmo craque aprendeu que não consegue vencer só por sua individualidade, e que aprendeu, com Barcelona, e agora com o Vélez, que precisa contar com o companheiro e jogar duro, quando necessário (Neymar chegou a cometer mais faltas que seu marcador, na quinta-feira). A referência é tirada da crônica de Luis Felipe Santos, do blog Impedimento.

Enfim, esperamos uma grande batalha de 180 minutos, espalhados pelos sete dias entre as duas partidas. Quem for ousado, pode até apostar em um vencedor. A minha aposta fica com o futebol.

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