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Aos 33 anos, Émerson sonha em conquistar a Libertadores com o Corinthians
Atacante deve entrar em campo na estreia do Timão e falou sobre o ambiente e a expectativa de vencer a competição inédita no clube e na sua carreira
Divulgação
Com experiência de sobra no currículo, o atacante Émerson acumula as conquistas de três Campeonatos Brasileiro consecutivos, além de uma larga experiência internacional. Mas um dos títulos que falta ao Sheik e ao Corinthians é a Libertadores da América. Ansioso para estrear com o Timão na competição, o atacante comenta sobre a expectativa e o ambiente vivido no clube antes da competição.
Confira os principais trechos da entrevista de Émerson, veiculados pelo site Terra:
Como é o ambiente no Timão: "Tem a parte que é nossa, de dentro do clube, da diretoria, da comissão e dos atletas. É de tranquilidade e de saber das dificuldades da Libertadores e do sonho em conquistá-la. O lado de fora do torcedor é de cobrança e é natural porque não tem esse título e o Corinthians tem uma história bonita. É normal que cobrem, mas aqui estamos tranquilos, concentrados, focados e treinados para jogar bem e vencer os jogos."
Manutenção do grupo atual: "A diretoria manteve praticamente todo o grupo e saíram só três jogadores. Isso demonstra a ânsia deles. É o início de trabalho. É ter calma, estamos treinando há um mês. Você é campeão, tem férias e volta para o Estadual, que é diferente de um Brasileiro, que exige mais, em que a competitividade é maior. Mas sempre focado, buscando alcançar e em voltar a jogar bem como é o Corinthians."
Sobre o técnico Tite: "Falar do Tite (Emerson respira fundo)... você não escolheu a pessoa certa, não. É difícil falar dele. É um cara muito correto, polido, honesto, e para falar dessas pessoas é complicado. Acho que é exatamente por isso, por ser correto, honesto, justo, trata todos com igualdade. Sei lá, são tantas qualidades que talvez eu me esqueça de um monte (o jogador parece se emocionar). Ele é uma pessoa muito querida e temos um carinho e respeito com ele por tudo isso, pelo dia a dia, pelos ensinamentos. Ser honesto e justo faz você ter admiração."
Vibração pedida por Tite: "Não teve nada a ver com o gol o que o Tite falou na coletiva. Ele falou em um contexto geral e falaram só do gol porque agradeci a Deus, enfim... os jogos da Libertadores são difíceis e no Paulista tem que vibrar mais. Não só eu como os outros estamos de acordo com o Tite porque a motivação maior é vestir a camisa do Corinthians, representar 30 milhões de torcedores. Que motivação mais a gente precisa para correr, jogar bem, se dedicar? Não vejo mais motivação do que vestir a camisa do Corinthians."
Sobre a amizade com Adriano: "Tem a parte que cabe ao preparador físico, ao treinador e não cabe ao atleta e amigo. Nessa área é difícil de falar. Como amigo aqui no clube, ele está super tranquilo, disposto a poder atender o que a comissão técnica vem pedindo a ele. Está aí concentradinho para perder esses quilinhos a mais e a gente como amigo dá a maior força possível."
Experiência na competição com o Flu: "Pelo Fluminense foi curto mesmo, não foi legal e não tenho boas lembranças (risos). É uma competição diferente, mas joguei 12 anos fora do Brasil e estou acostumado a jogos internacionais, difíceis e acredito que eu não possa ter grandes dificuldades. O Corinthians sim, porque vamos enfrentar grandes clubes. Coletivamente podemos (ter dificuldades), mas eu em particular não acredito."
Dispensa do Fluminense: "A minha opinião não vai mudar depois de um ano ou 10 ou 20. Só falei a verdade e a verdade não muda nunca. Hoje, daqui a 20, 30 ou 100 anos será a mesma. Não fiz nada para ser mandado embora. Tinha acabado de fazer um gol importante (do título brasileiro), tinha respeito de todos e a torcida gostava. O presidente (Peter Siemsen) foi muito infeliz com a atitude que teve comigo. O vice (Mário Bittencourt) foi infeliz com a reunião na Argentina."
Momento mais difícil no Corinthians: "Quando cheguei aqui, não tive tempo de treinar, fiquei parado 35 dias. E o Tite precisou de um atacante para o banco e já fui para o Rio jogar contra o Flamengo. Tive que participar dos jogos seguintes porque faltava atacante, entrei e não fui tão bem. Teve a cobrança e fiquei triste, porque no Flamengo e no Fluminense não tive desconfiança do torcedor. Não sei se diretoria ou comissão também. Foi um mês complicado, eu não tinha casa, morava em hotel. Saí do confronto do Rio de Janeiro, dos meus filhos e meus amigos. Mas no outro mês já aconteceu de maneira bacana."
Melhor momento no Timão: "O momento bacana foi contra o Palmeiras (última rodada do Brasileiro). Eu estava lá em cima na arquibancada assistindo com o Ralf (ambos estavam suspensos). Vimos com o presidente (Andrés Sanchez) e em um momento sentimos que o título era nosso. Lembro da gente se olhando, se abraçando. Mesmo fora de campo, foi o momento mais marcante. Foi o resultado de um trabalho, algo como: "nossa, conseguimos"."
O Corinthians estreia nessa quarta-feira na Libertadores, contra o Deportivo Tachira da Venezuela, fora de casa, com transmissão ao vivo do Goal.com a partir das 21h50 (horário de Brasília).
Como se atualizar com as notícias do futebol mundial fora de casa? Com http://m.goal.com - sua melhor fonte de cobertura para celulares do futebol.
Confira os principais trechos da entrevista de Émerson, veiculados pelo site Terra:
Como é o ambiente no Timão: "Tem a parte que é nossa, de dentro do clube, da diretoria, da comissão e dos atletas. É de tranquilidade e de saber das dificuldades da Libertadores e do sonho em conquistá-la. O lado de fora do torcedor é de cobrança e é natural porque não tem esse título e o Corinthians tem uma história bonita. É normal que cobrem, mas aqui estamos tranquilos, concentrados, focados e treinados para jogar bem e vencer os jogos."
Manutenção do grupo atual: "A diretoria manteve praticamente todo o grupo e saíram só três jogadores. Isso demonstra a ânsia deles. É o início de trabalho. É ter calma, estamos treinando há um mês. Você é campeão, tem férias e volta para o Estadual, que é diferente de um Brasileiro, que exige mais, em que a competitividade é maior. Mas sempre focado, buscando alcançar e em voltar a jogar bem como é o Corinthians."
Sobre o técnico Tite: "Falar do Tite (Emerson respira fundo)... você não escolheu a pessoa certa, não. É difícil falar dele. É um cara muito correto, polido, honesto, e para falar dessas pessoas é complicado. Acho que é exatamente por isso, por ser correto, honesto, justo, trata todos com igualdade. Sei lá, são tantas qualidades que talvez eu me esqueça de um monte (o jogador parece se emocionar). Ele é uma pessoa muito querida e temos um carinho e respeito com ele por tudo isso, pelo dia a dia, pelos ensinamentos. Ser honesto e justo faz você ter admiração."
Vibração pedida por Tite: "Não teve nada a ver com o gol o que o Tite falou na coletiva. Ele falou em um contexto geral e falaram só do gol porque agradeci a Deus, enfim... os jogos da Libertadores são difíceis e no Paulista tem que vibrar mais. Não só eu como os outros estamos de acordo com o Tite porque a motivação maior é vestir a camisa do Corinthians, representar 30 milhões de torcedores. Que motivação mais a gente precisa para correr, jogar bem, se dedicar? Não vejo mais motivação do que vestir a camisa do Corinthians."
Sobre a amizade com Adriano: "Tem a parte que cabe ao preparador físico, ao treinador e não cabe ao atleta e amigo. Nessa área é difícil de falar. Como amigo aqui no clube, ele está super tranquilo, disposto a poder atender o que a comissão técnica vem pedindo a ele. Está aí concentradinho para perder esses quilinhos a mais e a gente como amigo dá a maior força possível."
Experiência na competição com o Flu: "Pelo Fluminense foi curto mesmo, não foi legal e não tenho boas lembranças (risos). É uma competição diferente, mas joguei 12 anos fora do Brasil e estou acostumado a jogos internacionais, difíceis e acredito que eu não possa ter grandes dificuldades. O Corinthians sim, porque vamos enfrentar grandes clubes. Coletivamente podemos (ter dificuldades), mas eu em particular não acredito."
Dispensa do Fluminense: "A minha opinião não vai mudar depois de um ano ou 10 ou 20. Só falei a verdade e a verdade não muda nunca. Hoje, daqui a 20, 30 ou 100 anos será a mesma. Não fiz nada para ser mandado embora. Tinha acabado de fazer um gol importante (do título brasileiro), tinha respeito de todos e a torcida gostava. O presidente (Peter Siemsen) foi muito infeliz com a atitude que teve comigo. O vice (Mário Bittencourt) foi infeliz com a reunião na Argentina."
Momento mais difícil no Corinthians: "Quando cheguei aqui, não tive tempo de treinar, fiquei parado 35 dias. E o Tite precisou de um atacante para o banco e já fui para o Rio jogar contra o Flamengo. Tive que participar dos jogos seguintes porque faltava atacante, entrei e não fui tão bem. Teve a cobrança e fiquei triste, porque no Flamengo e no Fluminense não tive desconfiança do torcedor. Não sei se diretoria ou comissão também. Foi um mês complicado, eu não tinha casa, morava em hotel. Saí do confronto do Rio de Janeiro, dos meus filhos e meus amigos. Mas no outro mês já aconteceu de maneira bacana."
Melhor momento no Timão: "O momento bacana foi contra o Palmeiras (última rodada do Brasileiro). Eu estava lá em cima na arquibancada assistindo com o Ralf (ambos estavam suspensos). Vimos com o presidente (Andrés Sanchez) e em um momento sentimos que o título era nosso. Lembro da gente se olhando, se abraçando. Mesmo fora de campo, foi o momento mais marcante. Foi o resultado de um trabalho, algo como: "nossa, conseguimos"."
O Corinthians estreia nessa quarta-feira na Libertadores, contra o Deportivo Tachira da Venezuela, fora de casa, com transmissão ao vivo do Goal.com a partir das 21h50 (horário de Brasília).
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