Libertadores: o carrasco dos brasileiros está de volta

De volta à competição continental, o Boca Jrs. retorna com toda a força como um dos favoritos ao título

Por Fernando Cardoso

Festejo de gol de Boca Juniors
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Um time renovado. Essa é a sentença que descreve o atual campeão invicto do Torneio Apertura na Argentina. Dessa forma que o Boca Juniors volta a escrever a sua história no cenário Sul-Americano, retornando à Libertadores da América depois de anos fora dela.

Goal.com analisa o impacto desse time especialista em eliminar times brasileiros na competição e suas principais armas para a disputa pelo título.

Um time (re)organizado

Depois da saída de alguns medalhões que estavam em idade bastante avançada, o Boca promoveu uma renovação adiada por muitas temporadas. Saídas como as do goleiro Abondanzieri (que jogou uma temporada no Internacional antes de se aposentar) e do atacante Martín Palermo, ajudaram a equipe xeneize a buscar uma nova identidade.

Se antes dependia dos medalhões que marcaram a história de títulos na Bombonera nos últimos anos, finalmente o Boca resolveu investir em novas promessas que tinham poucas oportunidades na equipe principal, liderada pelo técnico Jose Cesar Falcioni.

Assim, foi montado um esquema clássico no futebol argentino – o 4-4-2 com um losango no meio de campo, agregando a juventude de jogadores como Roncaglia e Viatri à experiência de Riquelme e cia.

A promessa que virou realidade

Na esteira da renovação citada, um dos destaques da equipe é Lucas Viatri. O jovem atacante de 24 anos é considerado o substituto natural do lendário Martín Palermo e, antes de lesionar-se, vinha sendo titular inconteste na equipe de Falcioni.

Mas mesmo com a baixa no elenco argentino, isso não é necessariamente um motivo de preocupação, pois o Boca possui outra reposição à altura, também como uma promessa: Pablo Mouche.

A diferença entre os dois jovens atacantes é a movimentação. Enquanto Viatri é um atacante mais de área, Mouche busca mais a movimentação pelos lados e as triangulações com os laterais e o maestro do meio de campo, Riquelme.

O maestro eterno do meio-campo

Certamente o jogador mais conhecido do elenco do Boca e o maior perigo da equipe é o armador Juan Román Riquelme. Apesar da idade avançada (33 anos), o camisa 10 xeneize continua regendo o meio de campo da equipe argentina, sendo o responsável pela grande maioria das jogadas do time de Falcioni.

Caindo pelos lados do campo conforme for a necessidade, Riquelme fica liberado para esperar a bola chegar aos seus pés à frente dos volantes, atuando como eixo central das triangulações que levam as jogadas para o ataque. Ainda, seus chutes precisos – tanto de bola parada quanto rolando, são um perigo frequente para os goleiros adversários, e que podem mudar uma partida em instantes.

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